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Homem de branco e touca serve comida para dois homens de bermuda.
Foto: Zaira Magalhães/PBH

PBH garante 20 mil refeições por dia à população em situação de vulnerabilidade

25/09/2019 | 16:20 | atualizado em 25/09/2019 | 16:20

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, oferece alimentação saudável a 87 unidades de acolhimento institucional. Crianças, adolescentes, adultos, idosos e pessoas com deficiência, incluindo a população em situação de rua, são beneficiados pelo serviço de assistência alimentar à rede socioassistencial. Em média, 20 mil refeições são servidas todos os dias em abrigos, albergues e instituições de longa permanência para idosos parceiros da Prefeitura de Belo Horizonte, chegando a somar cerca de oito milhões de refeições ao ano, todas gratuitas.

 

O serviço busca combater a insegurança alimentar através da garantia do direito e da oferta regular e permanente de alimentos saudáveis à população mais vulnerável e, desde 2017, a Prefeitura tem trabalhado na qualificação dos cardápios, considerando a importância da alimentação variada, saudável e adequada em todas as etapas da vida. São priorizados alimentos in natura ou minimamente processados, garantindo oferta de frutas, verduras e legumes, o respeito às referências nutricionais, à cultura e hábitos alimentares, à sazonalidade e à diversificação agrícola.

 

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares, o serviço de assistência alimentar é a materialização do direito humano à alimentação, essencial à dignidade da pessoa e indispensável à consagração de todos os outros direitos. "Ninguém consegue exercer seu direito à educação, ao trabalho, se não for garantido primeiro o acesso a refeições em qualidade e quantidade satisfatórias. O direito humano à alimentação adequada é, acima de tudo, direito constitucional. E para pessoas que estão reconstruindo seus projetos de vida, esta é uma necessidade de primeira ordem”, define. 

 

Vilnei Farias é morador do Abrigo Anita Gomes dos Santos, uma das unidades de acolhimento que são atendidas pelo programa de alimentação. Ele ressalta que ter quatro refeições diárias, gratuitas e de qualidade é essencial para quem está em processo de saídas das ruas. “A gente que está se refazendo, voltando pro mercado de trabalho, precisa de auxílio nesse momento, de apoio por um tempo, como alimentação balanceada e de graça, como é oferecido aqui”, considera. 

 

 

Rotina

A Assistência Alimentar à Rede Socioassistencial abrange ações de planejamento de cardápios, gestão de compras, logística e controle de qualidade, supervisão, monitoramento e formação dos profissionais envolvidos na produção das refeições. 

 

Os cardápios são elaborados por nutricionistas, que consideram as necessidades dos diferentes públicos, a variedade, o equilíbrio e também o prazer ao se alimentar. As refeições são preparadas por profissionais das instituições que são capacitados periodicamente em cursos de formação para manipuladores de alimentos, organizados e executados pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional. O acompanhamento quinzenal das unidades é feito pelas supervisoras de alimentação, que orientam e monitoram a execução do programa conforme o planejado.

 

 

25/09/2019. Alimentação Socioassistencial. Fotos: Zaira Magalhães/PBH