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Dois guardas municipais observam cidadãos passando em parte de baixo do viaduto da Lagoinha, durante o dia.
Foto: Divulgação PBH

Operação Sentinela, com ação preventiva, proporciona maior segurança na Lagoinha

17/10/2019 | 17:12 | atualizado em 18/10/2019 | 19:33

A presença dos guardas municipais na Praça Vaz de Melo, no viaduto do metrô e na área entre a Praça do Peixe até a Estação SENAI, na região da Lagoinha, se destaca pelo resultado positivo alcançado e é uma das ações da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção mais elogiadas pela população. Proprietário da banca de revistas instalada na praça, o comerciante Adael Carlos Costa, de 56 anos, afirma que a insegurança deixou de fazer parte de sua rotina e que a presença dos agentes da Guarda Municipal na Praça Vaz de Melo marcou o início de uma nova fase na vida de quem transita por ali. “Eu tinha problema tanto de dia, quanto de noite. Minha banca chegou a ser arrombada e meus clientes sempre tinham medo de passar, principalmente na passarela do metrô, por causa dos assaltos. Agora temos tranquilidade por saber que os guardas municipais estão atentos, patrulhando a área”, conta.

 

Desde 2017, a Guarda Municipal, da Prefeitura de Belo Horizonte, deixou de restringir sua atuação à vigilância patrimonial e passou a exercer um patrulhamento comunitário preventivo na capital. O novo papel no policiamento preventivo assumido pelos agentes teve como marco a Operação Viagem Segura, lançada no início da gestão, com o embarque dos guardas municipais nas linhas que circulam nos corredores das avenidas Antônio Carlos e Nossa Senhora do Carmo, onde os roubos e furtos praticados contra passageiros apresentava índice elevado. O sucesso da medida resultou no lançamento da segunda fase da operação, a partir de março de 2018, denominada Estação Segura, em que os guardas permanecem nas estações de ônibus sem embarcar nos veículos, atuando com foco na organização do espaço, evitando a ação de vendedores clandestinos e a evasão de passageiros sem pagar passagem.

 

 

Lagoinha

A partir da implantação da primeira fase da Operação Sentinela, ocorrida em março de 2017, a presença de guardas municipais nas praças do Hipercentro que concentram maior fluxo de pessoas se tornou constante. Juntas, as operações Sentinela, Viagem Segura, Patrulha Escolar e de Combate à Atuação dos Flanelinhas consolidou a imagem dos guardas municipais em uma nova referência de segurança para a população. A definição dos novos locais seguiu critérios técnicos, com o mapeamento das regiões e a análise dos índices de criminalidade e foi justamente o que motivou a ampliação para a Lagoinha, em setembro de 2018.

 

A região apresentava elevados índices de crimes como furto, roubo e dano ao patrimônio público. A ocupação desordenada somada a inexistência de policiamento preventivo, favorecia a atuação de criminosos. Para o subinspetor Sidney Carolino, diante daquele contexto, a presença fixa e continuada da Guarda Municipal na Lagoinha foi fundamental para o sucesso do projeto. “Em nossas primeiras ações realizamos apreensões de armas, drogas, e também prendemos alguns criminosos. Apesar disso, percebemos que a população não acreditava na continuidade do projeto, a confiança veio com o tempo”, relembra.

 

A partir do trabalho de segurança preventiva, com abordagens a suspeitos, combate ao comércio irregular e a realização de patrulhas em toda a região foi possível melhorar a sensação de segurança no local. Com um ambiente mais organizado, a Prefeitura implantou outros serviços, como ações de assistência social, fiscalização urbana e revitalização de áreas.

 

A operadora de telemarketing Débora Leles, de 19 anos, explica que a sensação que sente com os guardas municipais circulando pela região, é de alívio. “Aqui era um lugar muito perigoso. Como tenho que passar na praça todos os dias a caminho do trabalho, ficava apreensiva e sempre com medo de ser alvo de marginais. Hoje tenho tranquilidade para fazer o trajeto”, explica.

 

Já o morador de uma pensão da rua Itapecerica, Alexandro Araújo de Oliveira, de 45 anos, diz que os guardas municipais tornaram a região bem mais segura e organizada. Segundo ele, marginais agiam livremente no local e deixavam a população acuada. “Hoje, o espaço está sendo recuperado e as pessoas estão podendo circular com dignidade pela região”, avalia.

 

 

Balanço

A Operação Sentinela é realizada de 6h às 23h, com revezamento de equipes de agentes. Os guardas são posicionados em locais estratégicos para que sejam vistos e solicitados pela população. Após às 23h, o patrulhamento nas ruas e avenidas passa a ser realizado por viaturas e com o uso das câmeras de segurança do Centro de Operações de BH (COP-BH).

 

O levantamento das ações da Operação Sentinela, somente de 1º de janeiro a 30 de setembro deste ano, aponta que houve um total de 2.248 pessoas, em atitude suspeita, abordadas na capital. Os guardas fizeram visitas preventivas a 1.018 estabelecimentos comerciais e prestaram 2.499 orientações à população.

 

 

17/10/2019. Operação Sentinela resgata sensação de segurança na Lagoinha. Fotos: Divulgação/PBH


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