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Cerca de vinte artistas durante apresentação de capoeira em Mostra no teatro Francisco Nunes
Foto: Ricardo Laf/PBH

Mostra no Teatro Francisco Nunes valoriza a cultura afro-brasileira

05/06/2018 | 18:17 | atualizado em 05/06/2018 | 18:23

O Teatro Francisco Nunes recebe nesta semana a Mostra Benjamin de Oliveira 2018. A iniciativa é da Cia Burlantins e privilegia espetáculos de dança e performance de artistas, grupos e coletivos formados predominantemente por negras e negros. Quatro espetáculos foram selecionados por Maýra Motta e Rui Moreira: “Despertar” (Cia Hebreus 11 | MG), “Rebanho” (Cia Sansacroma | SP), o infantil “Fuzuezinho” (Cia Aruanda | RJ) e “Na manha do house” (Coletivo Bonde do Jack | RJ). A Mostra ainda abrigará a Batalha Livre de Danças Urbanas para as Mulheres, promovida pelo Palco Hip Hop, e oficinas ministradas por Mauricio Tizumba e Coletivo Breaking no Asfalto. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro por R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). A programação completa da mostra está disponível no site www.bhfazcultura.pbh.gov.br.

 

Em sua edição dança, a Mostra Benjamin de Oliveira 2018 faz homenagem à bailarina e coreógrafa internacional Marlene Silva. Precursora da dança afro em Minas Gerais, Marlene receberá uma homenagem de 20 bailarinos, músicos e artistas contemporâneos, com a presença da Guarda São Jorge de Nossa Senhora do Rosário, do bairro Concórdia.

 

“O reconhecimento à Marlene Silva se faz necessário por se tratar da precursora da dança afro no Estado com vários discípulos e artistas das mais diversas áreas que buscam nela a inspiração para suas obras. Nossa proposta, com esse projeto, é valorizar a cultura afro-brasileira e os artistas negros por meio do protagonismo dos corpos negros em cena. Entendemos que esses corpos, cênicos e políticos, mobilizam sentidos, memórias, afetos, lutas e resistências”, explica Rui Moreira, um dos curadores da Mostra Benjamim.

 

SOBRE A MOSTRA

Criada em 2013 pela Cia Burlantins, a Mostra Benjamin de Oliveira se inspira no primeiro palhaço negro no Brasil – que dá nome ao projeto, conhecido como Rei dos Palhaços e considerado criador do circo-teatro brasileiro. O objetivo do projeto é valorizar a cultura afro-brasileira por meio do protagonismo de corpos negros em cena, trazendo espetáculos que tenham um elenco predominantemente negro. Nesta edição, a Mostra conta com patrocínio do programa O Boticário na Dança, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e apoio cultural da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

 

Mostra Benjamin de Oliveira 2018

De 5 a 10 de junho

Teatro Francisco Nunes (Av. Afonso Pena, S/N – Parque Municipal)

Ingressos: R$10,00 (inteira) – R$5,00 (meia)

Informações para o público: (31) 3277-6325

 

 

PROGRAMAÇÃO DE ESPETÁCULOS

DIA 5 DE JUNHO, TERÇA-FEIRA, ÀS 20H

 

Homenagem à Marlene Silva

Barulhista, Benjamin Abras, Carla Paixão e Eliane Saldanha, Carlos Bolão, Evandro Passos e grupo, Gil Amâncio, Guarda São Jorge de Nossa Senhora do Rosário, Guda Coelho, Jeiza Fernandes, Jonathan Canito, Juçara Nunnes, Junia Bertolino, Márcio Martins, Mauricio Tizumba, Maurício Tobias, Maýra Motta, Raquel Cabaneco, Rui Moreira, Sérgio Pererê e Suellen Sampaio.

 

DIA 6 DE JUNHO, QUARTA-FEIRA, ÀS 19H30

Palco Hip Hop Danças Urbanas (MG)

O Palco Hip Hop traz a segunda edição da Batalha Livre de Danças Urbanas para Mulheres. São 24 dançarinas, de todos os estilos, e 30 segundos para passar pelo crivo das juradas Chris Portes, Mayra Mota e Lola Peroni. A noite tem ainda performances com Raquel Cabaneco e Soul Guetto. DJ Pat Manoese é quem comanda a trilha. Resistente desde 2011, o Palco Hip Hop é hoje mais importantes festivais dedicados à cultura de rua do Brasil.

 

DIA DE 7 JUNHO, QUINTA-FEIRA, ÀS 20H

O Despertar | Hebreus 11 (MG)

"Despertar" mescla diferentes linguagens artísticas dentro das danças urbanas, com ênfase no breaking. A Cia Hebreus 11, fundada em 2002, em BH, é dirigida por Jonathan Canito e busca o despertar corporal de ações e emoções cotidianas do povo negro.

 

DIA 8 DE JUNHO, SEXTA-FEIRA, ÀS 20H

Rebanhos | Cia Sansacroma (SP) - Com audiodescrição

Criada em 2002 pela atriz, dançarina e coreógrafa Gal Martins, Sansacroma tem se dedicado a desenvolver trabalhos cujo ponto de partida são as criações poéticas do corpo negro e como ele está inserido na sociedade. Em “Rebanho”, a Cia chega com seis solos que pressupõem recusa à submissão, uma insistência em ser e em afirmar a existência. Após o espetáculo, conversa sobre audiodescrição na dança com Romerito Costa e Flávia Mayer (SVOA)

 

DIA 9 DE JUNHO, SÁBADO, ÀS 20H

Na manha do house | Bonde do Jack (RJ)

O espetáculo nasce do encontro do house com o funk. A house dance surge na Nova York dos anos 1980, quando latinos, negros e gays encontravam-se nos clubes undergrounds. A partir da vivência carioca, com corpos marcados pelo funk, o Bonde resgata as confluências dessas danças que, como muitas danças da diáspora, têm tanto em comum.

 

DIA 10 DE JUNHO, DOMINGO, ÀS 17H

Fuzuêzinho d´Aruanda | Companhia de Aruanda (RJ) - Infantil

Criada em 2007, a Companhia Aruanda é formada por jovens moradores de comunidades do subúrbio carioca e da Baixada Fluminense. Em “Fuzuezinho”, a Cia traz espetáculo educacional e interativo com dança, música ao vivo e contação de histórias sobre a cultura popular brasileira, tendo como tema o folclore e a temática negra com vistas à difusão e à valorização das tradições.

 

OFICINAS GRATUITAS - Parque Municipal (em frente ao Teatro Francisco Nunes)

DIA 9 DE JUNHO, SÁBADO, ÀS 14H

Oficina de Gunga - Mauricio Tizumba (MG) - A partir de 14 anos

Com a gunga no pé, os escravizados fugidos eram mais facilmente descobertos. Ressignificado como instrumento de resistência, a gunga convoca a ancestralidade negra que lutou por liberdade, e tornou-se importante elemento de identidade, utilizado pelas guardas de moçambique. Os participantes irão se aproximar do sentido do instrumentos e colocar em prática sua dança-reza.

 

DIA 10 DE JUNHO, DOMINGO, ÀS 10H - Oficina de danças urbanas para crianças

Breaking no Asfalto (MG) - A partir de 9 anos

O coletivo – que realiza estudos das técnicas de dança de rua norte-americana –, chega com proposta que tem como objetivo o desenvolvimento pessoal e social dos participantes, além de estimular competências criativas, produtivas e cognitivas.

 

BAR DA MOSTRA

Tambor Mineiro - Rua Ituiutaba, 339 - Prado

Ponto de encontro do público, artistas e produtores

De 8 a 10 de junho, sexta a domingo, após o encerramento da programação no Teatro Francisco Nunes. Ingressos no local: R$20,00

 

Shows:

Dia 8, às 22h – Josi Lopes

Dia 9, às 22h – Mauricio Tizumba

Dia 10, às 20h – Sérgio Pererê, Barulhista e Richard Neves

 


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