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Idosa sorri; ao fundo, muro cor de tijolo com planta.
Foto: Divulgação PBH

Instituições de Longa Permanência acolhem idosos

09/01/2018 | 15:17 | atualizado em 16/01/2018 | 12:25
Dar proteção integral às pessoas idosas. É com esse norte que as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) realizam seu trabalho. A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, firma parceria com essas instituições, para acolher idosos com 60 anos ou mais, independentes ou com algum grau de dependência.

O acolhimento é oferecido para pessoas que não dispõem de condições para permanecerem em suas casas, com vivência de situações de violência, negligência, abandono, com vínculos familiares fragilizados ou rompidos, sem condições de autossustento ou de terem o sustento provido por outros familiares. Esse abrigamento acontece em última instância, quando foram esgotadas todas as possibilidades de integração familiar.
 
São credenciadas, pela Prefeitura: 24 ILPIs, (sendo 13 para atendimento exclusivo a mulheres e 11 de atendimento misto). Atualmente, 829 pessoas são atendidas e recebem moradia, alimentação e cuidados básicos. Cada casa conta com um psicólogo e um assistente social, equipe de limpeza, de cozinha e cuidadores. Em 2017, o orçamento para o atendimento nas instituições foi de R$ 15,9 milhões. Em 2018, estão previstos 16,7 milhões.
 


Moradias para os idosos

Jandira Martins Ribeiro tem 84 anos e vive no Lar Santa Gema Galgani há dois. Ela vivia sozinha desde os 50, após a morte do marido. Em meados de 2015, teve um AVC e percebeu que corria riscos vivendo sozinha, já que sua saúde estava comprometida. Pediu auxílio a amigos, e a partir da identificação da necessidade pela equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ocupou uma das 20 vagas Lar Santa Gema Galgani, que recebe somente mulheres.

Jandira relata que é boa a vida na instituição, tendo as outras moradoras como suas vizinhas. Ela faz alguns passeios diurnos pela região, organiza seu quarto e assiste à televisão porque gosta de se manter atualizada com as notícias da cidade. “Aqui é muito bom, tudo pontual, tem comida na hora, café na hora, tem toda atenção. Eu faço meus passeios aqui perto, quando eu volto tá tudo limpinho”, comenta.

Ela sempre aguarda a visita do Coral da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do qual fazia parte antes de sofrer o AVC. O incidente acabou comprometendo sua voz e ela parou de cantar. Mensalmente, suas ex-companheiras de canto vão até a instituição visitá-la e fazer uma apresentação para as moradoras.



Convivência familiar e comunitária

O direito à convivência familiar e comunitária é constantemente reforçado pelo trabalho da Assistência Social. As instituições são como casas para os idosos, nas quais eles permanecem o tempo que for necessário, recebem visitas e saem sozinhos ou acompanhados por amigos e familiares. 

Técnica da Gerência de Gestão dos Serviços de Alta Complexidade, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Gabriela Miranda informa que a natureza do acolhimento institucional, que só ocorre durante o período em que as vulnerabilidades estiverem presentes, é excepcional e provisória. “Há um trabalho concomitante ao acolhimento institucional, voltado para a tentativa de superação das vulnerabilidades que o motivaram. Caso sejam superadas, há a perspectiva de retorno do idoso para sua casa, buscando sempre a garantia do direito à convivência familiar e comunitária”, finaliza.