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Mãe segurando a filha no Hospital Odilon Behrens
Foto: Divulgação PBH

Hospital Odilon Behrens oferece uma rede ampla de atenção à gestante

21/02/2020 | 12:41 | atualizado em 28/02/2020 | 17:47

 

Referência no atendimento à gravidez de alto risco em Minas Gerais, a maternidade do Hospital Metropolitano Odilon Behrens realizou 2.943 partos em 2019. A unidade é classificada pelo Ministério da Saúde como maternidade de alto risco tipo 2, ou seja, de maior complexidade, e atende gestantes de Belo Horizonte, Região Metropolitana e interior do estado. As mulheres são atendidas por demanda espontânea ou por meio de encaminhamento feito por outros serviços de saúde.

 

Do total de partos realizados no ano passado, 392 foram de bebês prematuros. O médico e gerente da divisão da linha de cuidados da mulher do hospital, Felipe Melo, ressalta que a instituição procura, sempre que possível, incentivar o parto normal, atendendo as recomendações do Ministério da Saúde. Assim, apesar da alta complexidade, 65% dos partos realizados na maternidade foram normais, um total de 1.925.

 

O gerente explica que a equipe da maternidade preza pela intervenção mínima no processo natural de nascimento. Ele destaca que esta é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estipula ações de boas práticas durante o trabalho de parto. “A equipe de saúde deve intervir apenas naqueles casos em que o processo não está evoluindo naturalmente. Existem inúmeras ações para estimular o parto normal: não usar medicamentos que não forem necessários, estimular a presença do acompanhante durante todo o tempo, permitir que a paciente fique na posição que ela deseja”, orienta.

 

Outra importante ação do Hospital Metropolitano Odilon Behrens para trazer mais conforto e segurança às gestantes é o trabalho conjunto realizado com as doulas – mulheres que orientam e fornecem apoio emocional às novas mães durante o trabalho de parto. Essas profissionais são voluntárias, não prestam qualquer tipo de atendimento médico ou de enfermagem, mas são importantes suportes emocionais para a mulher. “É uma ação importantíssima que tem resultados fantásticos. Existem estudos na literatura científica que mostram o grande benefício que é ter uma pessoa para dar suporte emocional neste momento”, destaca Melo.

 

 

Planejamento Familiar

O planejamento familiar também faz parte do atendimento à gestante na maternidade do Hospital Metropolitano Odilon Behrens. O hospital participa de um programa, em parceria com o Ministério da Saúde e os governos estadual e municipal, para inserção do DIU. “Esse programa tem uma importância muito grande, porque amplia o acesso das pacientes aos métodos de planejamento familiar. Às vezes no bairro ou no município em que mora, ela não tem esse serviço”, esclarece Melo.

 

As gestantes recebem todas as informações sobre o programa e funcionamento do DIU antes do parto. Aquelas que manifestam interesse na adoção do método contraceptivo assinam um termo de consentimento, para a realização do procedimento logo após o nascimento do bebê.

 

 

Casa da Gestante e visita guiada marcam o atendimento humanizado

O Hospital Metropolitano Odilon Behrens também integra a Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde que garante às mulheres atenção humanizada no período da gravidez, parto e pós-parto. O programa estabelece que maternidades de alto risco, como a do hospital, tenham espaços de apoio materno, conhecidos como Casa da Gestante.

 

A Casa da Gestante abriga pacientes que necessitam de acompanhamento médico mais próximo, fora de um leito hospitalar. A proximidade do espaço com o hospital facilita o atendimento, inclusive em casos de urgência. Gestantes com gravidez de risco ou que chegam do interior para ter seus bebês na instituição, e não têm condições de arcar com os custos de hospedagem, podem ser acomodadas na casa.

 

Após uma gravidez de alto risco, a funcionária pública Nádia Cleonice Souza, deu a luz a gêmeas. Por 24 dias ela ficou hospedada na Casa da Gestante, aguardando a recuperação de uma das filhas que nasceu com mieolomeningocele, uma má formação congênita da coluna vertebral.

 

Nádia é moradora de São Pedro do Suaçuí, cidade mineira do Vale do Rio Doce. Após a identificação da gravidez de alto risco, ela precisou ser transferida para Belo Horizonte. Mesmo passando por um momento delicado, ela agradece o apoio recebido na Casa da Gestante, especialmente porque enfrentaria dificuldades para se hospedar em outro local. “O espaço é muito acolhedor. Os funcionários têm sido muito prestativos. Se não fosse a Casa da Gestante eu ficaria em casa de parentes ou em outras casas de apoio que ficam bem mais longe”, conta.

 

Uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos é responsável por fazer a triagem das gestantes que desejam utilizar o serviço. Não existe um tempo máximo de permanência e as pacientes podem ficar hospedadas pelo período necessário para seu próprio restabelecimento ou recuperação do bebê. A Casa da Gestante tem capacidade para abrigar até dez mulheres ao mesmo tempo, sem qualquer custo, já que é um serviço fornecido pelo SUS.

 

 

Visita guiada à maternidade do Hospital Metropolitano Odilon Behrens

A escolha da maternidade é uma das grandes preocupações das famílias que aguardam a chegada de um bebê. Para ajudar a reduzir a ansiedade das futuras mamães, o hospital abre as portas de sua maternidade e da Casa da Gestante para que elas conheçam a estrutura e os serviços ofertados no hospital. As visitas guiadas ocorrem todas as quartas-feiras e podem ser agendadas por meio do telefone (31) 3246-7540.

 

Para participar, é necessário que a gestante informe o tempo da gravidez em semanas, bem como o centro de saúde onde faz o pré-natal. Os acompanhantes também são bem-vindos, limitando-se a um acompanhante por gestante. Durante a visita, os participantes aprendem a identificar os primeiros sinais do trabalho de parto, além de receberem orientações em relação ao que devem levar para o hospital.

 

Débora Carla Soares, coordenadora de apoio da maternidade, é uma das responsáveis por apresentar a estrutura do hospital para as futuras mamães. Ela destaca que a visita prévia ao espaço contribui para que as mulheres se sintam mais seguras no dia do parto. “Quando elas chegam aqui para ganhar o neném elas já estão com uma carinha diferente. Uma carinha de menos insegurança em relação ao que está por vir. Isso porque elas já se sentiram um pouco acolhidas antes desta data. Elas já conhecem o ambiente que irão ficar, então, já vêm com um olhar menos inseguro, como se não fosse uma casa tão estranha”, relata.

 

Além das visitas guiadas, a maternidade do hospital também promove, a cada dois meses, reuniões com representantes de centros de saúde de Belo Horizonte, para que eles conheçam o trabalho e as estruturas do hospital e possam orientar e encaminhar as gestantes que acompanham durante o pré-natal.

 

 

 

21/02/2020. Referência no atendimento à gravidez de alto risco, HOB oferece uma rede ampla de atenção à gestante. Foto: Divulgação/PBH


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