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Médicos e enfermeiros no corredor do hospital em frente à sala de Hemodinâmica.
Foto: Divulgação/PBH

Hospital Célio de Castro inicia operação do Serviço de Hemodinâmica

22/06/2018 | 15:15 | atualizado em 22/06/2018 | 15:15
O paciente Lacir Figueiredo Patrício, 57 anos, inaugurou o Serviço de Hemodinâmica do Hospital Metropolitano doutor Célio de Castro (HMDCC) neste mês. Ele foi internado com dor no pé esquerdo e necrose nos dedos. Por meio do Serviço de Hemodinâmica, foram usados equipamentos de tecnologia de ponta que permitem uma intervenção menos invasiva podendo administrar cuidados a qualquer parte do corpo. 
 
Casado, pais de duas filhas e avô de cinco netos, Lacir veio transferido do Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira, para BH. “Quando descobri que tinha diabetes, a doença já estava avançada, eu não conseguia trabalhar o dia todo mais”, relata.
 
A Hemodinâmica é uma área da medicina que possibilita diagnósticos de alta precisão e intervenções terapêuticas pouco invasivas, por meio de cateteres. Com alívio da anestesia local, é possível chegar a qualquer parte do corpo e atuar de forma terapêutica ou diagnóstica, identificando obstruções das artérias, avaliando funcionamento das válvulas e apontando qualquer obstrução. A Hemodinâmica também diminui o tempo de internação e o risco de infecção hospitalar.
 
No caso de Lacir, o procedimento trouxe muitos benefícios para ele. O paciente foi submetido a uma angiografia da aorta e a uma angiografia da perna esquerda, para fundamentar o planejamento da revascularização em razão da dor e necrose no pé. Com o exame realizado, o especialista identificou uma obstrução das artérias com risco de perda do pé e o paciente foi encaminhado para cirurgia.
 
Lacir, que trabalha na roça, “batendo foice e batendo machado”, foi diagnosticado com diabetes, em 2015. Ele conta que “quando o dia era de trabalho muito pesado, a batata da perna doía muito, chegava a travar”. Segundo descreve, “qualquer machucadinho na perna ia abrindo, abrindo” qualquer pequeno machucado evoluía para grandes ferimentos. 
 
Atualmente, Lacir é só otimismo: “Estou tranquilo com o tratamento e muito satisfeito de estar aqui. Apesar da mordomia, de todo o cuidado que estou recebendo, quero voltar para casa o mais rápido que eu puder. Quando sair daqui, estou preparado para uma vida nova”, planeja.
 
No Hospital Célio de Castro, o Serviço de Hemodinâmica realizará exames como arteriografia cerebral para investigação de AVC isquêmico e AVC hemorrágico, angiografia vascular, aortografia abdominal e torácica em casos de aneurisma, arteriografia de membros, artereografia pélvica. 
 

Novo serviço

O Serviço de Hemodinâmica do Hospital Célio de Castro conta com uma sala equipada com aparelho de alta tecnologia e operada por equipe composta de médicos, anestesista, enfermeiro, técnico de enfermagem e técnico em radiologia. O equipamento possibilita diagnóstico de alta precisão e evita tratamento invasivos como as amputações e as cirurgias abertas. 
 
Lacir recebeu anestesia local e fez o exame acordado. “O primeiro procedimento foi um sucesso”, afirma o médico Francisco de Paula Alves de Souza.
 

Benefícios para dentro e para fora

Diretora de Apoio Assistencial do HMDCC, Andréia Torres explica que o início de operação do Serviço de Hemodinâmica irá beneficiar o paciente já internado no Hospital, mas também a Rede de Alta Complexidade do SUS em Belo Horizonte. “O Hospital Célio de Castro é referência em AVC e o Serviço de Hemodinâmica trará benefícios para os pacientes das clínicas de neurologia e vascular. No caso da neurologia, a Hemodinâmica traz mais precisão e rapidez para o diagnóstico e melhora a retaguarda para o paciente do AVC. Junto com a tomografia - exame já realizado no HMDCC desde a sua inauguração -, o Hospital, agora com a Hemodinâmica, passa a contemplar todo o protocolo clínico de diagnóstico para o paciente de AVC”, observa.
 
Já no caso da clínica vascular, em que se enquadra o paciente Lacir Figueiredo, a Hemodinâmica, além de possibilitar um diagnóstico preciso e a definição do tratamento a partir do resultado do exame, a incorporação da tecnologia no Hospital evita tratamentos invasivos, como, por exemplo, as amputações. “Com a inauguração desse serviço vamos evitar muitas cirurgias e sequelas preservando a qualidade de vida do paciente”, afirma a diretora do Hospital Célio de Castro.
 
Para o paciente externo, na área de neurologia, Andréia Torres salienta que existe uma demanda reprimida por exames de arteriografia que o HMDCC passará a oferecer para a Rede de Alta Complexidade do Município. 
 
A diretora Andréia Torres explica que a implantação do Serviço de Hemodinâmica do Hospital Célio de Castro se dará em duas fases. “Nessa primeira fase vamos implantar a Hemodinâmica diagnóstica e, em alguns meses, teremos a hemodinâmica para tratamentos intervencionistas pouco invasivos, evitando, assim, cirurgias abertas”, afirma. 
 

22/06/2018. Hospital Célio de Castro inicia operação do Serviço de Hemodinâmica. Fotos: PBH/Divulgação