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Guarda Municipal descarta linhas cortantes apreendidas durante o ano
Foto: Divulgação/GCMBH

Guarda Municipal descarta linhas cortantes apreendidas durante o ano

criado em 21/10/2021 - atualizado em 21/10/2021 | 15:35

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte providenciou o descarte de mais de 2,5 mil  latas envoltas com linha chilena ou com cerol que foram apreendidas durante operações e abordagens realizadas pelos agentes no decorrer deste ano. O material estava armazenado no Departamento de Missões Especiais (DME) da Guarda Municipal e demandou o uso de uma caçamba para ser transferido a um caminhão da SLU, que providenciou o transporte até o aterro sanitário, onde foi destruído. 

As apreensões das linhas cortantes fazem parte da campanha Cerol Mata, que foi lançada pela Prefeitura em julho de 2017, para combater a prática criminosa e orientar os motociclistas e a população quanto ao risco do uso de linhas cortantes para empinar papagaios. Desde então a campanha é realizada todos os anos pela Guarda Municipal, por meio de ações integradas com a Defesa Civil de Belo Horizonte, a BHTrans e as secretarias municipais de Política Urbana, Saúde e Educação. 

Além de blitz com orientações para motociclistas e pedestres, os guardas municipais fazem a distribuição de antenas de proteção para os condutores de motos, principais vítimas de acidentes fatais provocados pelo cerol e pela linha chilena. Folhetos destacando a punição a que os responsáveis estão sujeitos também são entregues pelos agentes. 

Punições 

As imediações do aterro sanitário desativado do bairro Jardim Filadélfia, localizado na região Noroeste, campos de futebol das regiões Norte e de Venda Nova, bem como a área da Bacia dos Camarões, no Barreiro, são locais recorrentes de flagrantes do uso de linhas cortantes por jovens que empinam pipas.  A aproximação das viaturas, na maioria das vezes, faz com que os responsáveis fujam, abandonando o material, que é apreendido pelos guardas para serem eliminados posteriormente.

A legislação proíbe o uso e o armazenamento de linhas cortantes, ficando o responsável sujeito ao pagamento de multas que variam entre R$ 100 e R$ 4 mil, podendo ser ainda punido criminalmente, nos casos em que o cerol ou a linha chilena causar vítimas de ferimentos ou morte. Quem for flagrado usando linhas cortantes e não entregar espontaneamente o material, ao ser abordado por um guarda municipal, está sujeito a ser imediatamente encaminhado a uma unidade policial.