27 October 2026 -
Para oferecer cuidado humanizado a quem convive com dores persistentes, o Centro de Saúde São Tomás, na região Norte de Belo Horizonte, conta com o Grupo de Dor Crônica. Criado em 2024, reúne exercícios físicos adaptados, educação em dor e acolhimento, ajudando os participantes a melhorar a funcionalidade, a autonomia e o bem-estar.
Condições como artrose, fibromialgia e dores persistentes na coluna podem afetar o sono, a saúde emocional e as atividades do dia a dia. O grupo ajuda os participantes a compreenderem que a dor nem sempre indica uma lesão grave e que o movimento pode fazer parte do cuidado.
As sessões são semanais, sempre às segundas-feiras, e incluem atividades para a mobilidade, ao fortalecimento muscular, ao equilíbrio e à coordenação, além de técnicas de respiração e relaxamento.
Podem participar adultos e idosos da região de abrangência do centro de saúde que apresentam dores persistentes ou recorrentes há mais de seis meses. Atualmente, cerca de 20 usuários participam do grupo. Cada pessoa passa por avaliação fisioterapêutica para identificar necessidades individuais, limitações e eventuais contraindicações.
Escuta, acolhimento e apoio
Conviver com a dor persistente pode levar ao afastamento de atividades e ao isolamento social. Além dos exercícios, os encontros oferecem um ambiente de escuta, acolhimento e apoio entre os participantes.
A convivência em grupo e a troca de experiências ajudam os participantes a se sentirem acolhidos e compreendidos, fortalecendo os vínculos e a participação no cuidado com a própria saúde.
Entre os principais benefícios relatados estão a melhora da mobilidade, da disposição e da confiança para realizar tarefas do cotidiano, além da redução da dor e do medo de se movimentar.
“Os participantes também passam por momentos de educação em dor, aprendendo a organizar rotinas, lidar com crises e retomar atividades diárias com segurança”, explica Nayara Tavares, fisioterapeuta responsável pela criação do grupo.
Ela acrescenta que os participantes relatam melhora na qualidade do sono, redução do estresse, maior autonomia e diminuição do isolamento social por meio da convivência em grupo.
Além da profissional, o grupo conta com condução de educador físico e de estagiários do 10º período do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
