25 September 2026 -
Você já imaginou utilizar brinquedos como ferramenta de descoberta do mundo? É essa estratégia que a Tatiana Reis Teixeira Andrade, professora da Educação Infantil, está realizando na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Maria Sales Ferreira (Oeste).
O projeto “Pequenos Investigadores – Cada brinquedo é uma descoberta”, desenvolvido junto às turmas vespertinas de um a cinco anos, tem o intuito de transformar o brincar em uma oportunidade de investigação, descoberta e construção de conhecimentos.
As atividades são desenvolvidas por meio de rodas de conversa, contação de histórias, vídeos, músicas, danças, brincadeiras livres e dirigidas, além da exploração de materiais, experimentações, desenhos, pinturas, modelagens, recortes, colagens, dobraduras e construções. As ações são adaptadas de acordo com a idade e as possibilidades de cada grupo, garantindo que todas as crianças possam participar e explorar os desafios propostos.
A cada ação, são apresentadas situações que despertam perguntas, incentivam a observação e possibilitam que as crianças levantem hipóteses, expressem suas ideias e encontrem diferentes maneiras de explorar os materiais e os objetos. Nas rodas de conversas, elas são incentivadas a responder questões do tipo: Como esse brinquedo funciona? Do que ele é feito? Como era antigamente? Será que podemos construir um igual? O que podemos mudar?
As investigações são acompanhadas de momentos de exploração, manipulação e experimentação. Com isso, as crianças têm tido contato com diferentes materiais, brinquedos e objetos, podendo observar suas características, comparar formas, tamanhos, texturas e funções e perceber que os brinquedos fazem parte da história e da cultura de diferentes povos e gerações.
Na investigação sobre brinquedos antigos e modernos, elas são incentivadas a observar imagens, objetos e modelos de diferentes épocas, percebendo mudanças nos materiais, nas formas de fabricação e nas maneiras de brincar. As comparações favoreceram conversas sobre as experiências de seus familiares e possibilitaram reconhecer que alguns brinquedos permanecem presentes ao longo das gerações, enquanto outros foram modificados ou ganharam novas características.
Segundo a professora Tatiana Reis, o projeto tem permitido que os estudantes tenham tempo para experimentar, errar, tentar novamente, modificar suas ideias e descobrir novas possibilidades.
“Quando fazemos uma pergunta e deixamos todos experimentarem, percebemos que eles encontram caminhos próprios para descobrir as respostas. O mais significativo pra mim é acompanhar esse processo de tentativa, descoberta e criação”, relata a professora.
