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Estudante com camiseta verde da Prefeitura de Belo Horizonte realiza atividade em um caderno aberto sobre a mesa, utilizando um lápis preto para responder às questões. Na página, há exercícios com figuras e alternativas para marcar.
Cláudio Lacerda/Smed

Estudantes da rede municipal participam do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública

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Da próxima segunda-feira (26) a 6 de novembro, estudantes do ensino fundamental das escolas municipais de Belo Horizonte vão participar do Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (Simave) 2026. A avaliação externa é organizada pela Secretaria Estadual de Educação (SEE/MG) e desde 2000 tem como objetivo acompanhar o desempenho da Educação Básica nos municípios mineiros, avaliando turmas do 2º, 5º e 9º anos.

Em BH, o Simave mobiliza 1.463 turmas: 568 do 2º, 524 do 5º e 344 do 9º ano da Rede Municipal de Educação. A previsão é medir as habilidades e competências adquiridas de mais de 36 mil estudantes das escolas públicas municipais.

Os testes de desempenho são aplicados por avaliadores externos no horário regular das aulas, sendo constituídos por questões de múltipla escolha que se baseiam nas matrizes de referência dos conteúdos de língua portuguesa e matemática, buscando medir a competência dos estudantes em relação às habilidades previstas em cada etapa de escolaridade.

No ano passado, 85,7% dos estudantes matriculados no ensino fundamental da rede municipal fizeram as avaliações do Simave. A mobilização da comunidade escolar e o comparecimento dos estudantes no dia da avaliação são essenciais para se ter um retrato do ensino-aprendizagem nas salas de aula, como explica a diretora do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação (Smed), Sâmara de Araújo.

“O Simave é uma ferramenta estratégica para o município e para a comunidade escolar, pois permite que a gestão municipal identifique os desafios, os ajustes necessários e direcione os investimentos pedagógicos. Quando o estudante faz a prova com compromisso, ele não está só fazendo um teste; está ajudando a construir um ensino melhor para todos. A participação 100% no Simave é essencial”, ressalta Sâmara.

Melhoria da qualidade

Participar de sistemas de avaliação é uma atividade indispensável para garantir aos estudantes o direito de aprender e identificar se os objetivos de aprendizagem propostos pelo currículo estão sendo efetivamente ensinados e aprendidos. A partir das avaliações, se chega a um diagnóstico da realidade que servirá de apoio à tomada de decisões no planejamento das políticas públicas educacionais.

O Simave é uma das avaliações em larga escala que aponta, conforme parâmetro nacional, o nível de alfabetização e a fluência em leitura dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental, etapa em que essas habilidades devem estar consolidadas. Além de acompanhar o nível de alfabetização de cada estudante no que se espera ao final da etapa e no tempo adequado, o resultado ajuda também a compor o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), importante instrumento estratégico de monitoramento da qualidade da alfabetização das crianças brasileiras.

Nas avaliações do 5º e 9º anos, que encerram os anos iniciais e finais do ensino fundamental, os resultados do Simave permitem à gestão municipal fazer intervenções pedagógicas direcionadas às necessidades identificadas, promovendo avanços no processo ensino-aprendizagem, mediante planejamento pedagógico. Nos últimos anos, por exemplo, esse acompanhamento do desempenho escolar vem mostrando avanços significativos.

Em Matemática, a proporção de estudantes das turmas de 5º ano que alcançaram níveis recomendados e avançados, conforme os parâmetros do Simave, passou de 39% em 2023 para 51% em 2025; em língua portuguesa, nas turmas de 9º ano, o percentual subiu de 24% para 30% no mesmo período.

“Os resultados mostram que a Rede Municipal de Educação está avançando de forma consistente. Hoje, sete em cada dez crianças de Belo Horizonte terminam o 2º ano alfabetizadas e a rede já superou a meta de alfabetização prevista para 2026. Em matemática no 5º ano, metade dos estudantes está nos níveis adequados, contra quatro em cada dez, dois anos atrás. O Simave também mostra onde precisamos avançar, especialmente em matemática nos anos finais. Por isso, a participação de cada estudante faz diferença; é ela que garante um retrato fiel da rede”, aponta o coordenador de Projetos Especiais da Educação da Smed, Antônio Carlos Sanglard Heringer.

Dentre as 26 capitais, Belo Horizonte ficou em 6º lugar no Indicador Criança Alfabetizada (ICA) 2025, com 38 escolas atingindo 80% ou mais de alunos alfabetizados, sendo que oito delas obtiveram 90% das crianças alfabetizadas na etapa e no tempo adequado, conforme parâmetro do Simave 2025. “A expectativa é manter a trajetória de avanço e ampliar a participação dos estudantes”, finaliza Antônio Carlos.