28 October 2026 -
O olhar dos estudantes sobre a realidade e as possibilidades de transformá-la por meio da criatividade e da tecnologia estão em exposição no Museu das Minas e do Metal (MM Gerdau), na Praça da Liberdade. A mostra “Um olhar, uma luz”, da Secretaria Municipal de Educação (Smed), chega à 11ª edição com o tema “Eu, Curto e Criativo” e reúne 24 fotografias produzidas por alunos de 12 escolas municipais. A exposição fica aberta ao público até 29 de novembro no Espaço do Aço do museu.
A proposta desta edição é explorar as diferenças entre o registro fotográfico tradicional e as possibilidades de criação digital. Cada escola participante enviou duas imagens: uma fotografia sem interferências digitais e outra com intervenções criativas dos estudantes, utilizando recursos como montagens, filtros e inteligência artificial (IA).
A iniciativa convida o público a refletir sobre os limites entre a representação da realidade e sua transformação pela tecnologia. O público também pode acessar o e-book da edição 2026.
Para Vanessa Vieira, referência em Educação Digital e Midiática da Smed e organizadora da exposição, o projeto aproxima os estudantes de seus territórios e amplia suas possibilidades de expressão por meio da linguagem midiática.
“Mais do que registrar a realidade sob múltiplos olhares e valorizar o potencial artístico, social e cultural da fotografia, o projeto promove o respeito às diferenças e celebra a diversidade em espaços públicos da cidade. Levar esses trabalhos a um ponto central do circuito cultural da Praça da Liberdade, o Museu das Minas e do Metal, é uma alegria imensa e fortalece o pertencimento dos nossos jovens, mostrando que os equipamentos culturais também lhes pertencem”.
Educação digital
A exposição “Um olhar, uma luz” é uma iniciativa da Diretoria de Esporte, Cultura e Aprendizagens da Smed, desenvolvida no âmbito do Programa Escola Integrada (PEI). Atualmente, cerca de 40 mil estudantes de aproximadamente 170 escolas municipais participam de oficinas de Educação Digital e Midiática.
Conduzidas por monitores do programa, as oficinas incluem formações em linguagens audiovisuais, como cinema, roteiro, fotografia e podcast, além de atividades relacionadas ao pensamento computacional, à ética e à cidadania digital. O objetivo é estimular a criatividade, o senso crítico e a valorização das identidades e dos territórios, incentivando os estudantes a produzir conteúdos digitais e a assumir uma postura ativa e consciente diante das mídias.
Na Escola Municipal Secretário Humberto Almeida (EMSHA), no Ribeiro de Abreu, região Norte, o trabalho envolve diferentes oficinas e mobiliza a comunidade escolar. A professora de história e atual coordenadora do Programa Escola Integrada na unidade, Sônia França, destaca a integração entre as atividades.
“Aqui na escola, a Oficina de Educomunicação faz a interlocução com as oficinas de informática, robótica e intervenção artística, produzindo conteúdos digitais que alimentam as redes sociais da própria escola, mantendo um canal de informação dialógico, ético, plural e inclusivo com a comunidade escolar”, afirma.
A produção das fotografias também evidencia o protagonismo dos estudantes na criação de conteúdos. Na EMSHA, o educador da oficina de robótica Cláudio Márcio dos Reis, em parceria com as monitoras de Educomunicação e Informática, coordenou o trabalho para a edição de 2026.
“Todos os nossos esforços são para protagonizar nossos alunos. Nas oficinas da construção de imagem, que inclui também a produção de um curta metragem, nós tentamos buscar o diálogo entre o real e o fantástico criativo de nossos alunos. Num trabalho conjunto, a partir do entorno, buscamos estimular as crianças a criar. Esse tipo de proposta é de grande valia porque evidencia a capacidade de nossos alunos em criar materiais interessantíssimos.”, explica Cláudio Reis, formado em comunicação social e técnico em eletrônica industrial.
Parceria com o MM Gerdau
A exposição também amplia a presença das escolas municipais no Circuito Liberdade, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e para a ocupação dos espaços públicos pelos estudantes. Nos últimos anos, o Museu das Minas e do Metal tornou-se um espaço de referência para a mostra, fortalecendo a relação entre a produção artística das escolas e os equipamentos culturais da cidade.
Após a temporada no museu, a exposição “Um olhar, uma luz” terá caráter itinerante ao longo de 2027, com circulação pelas escolas municipais participantes e possibilidade de ocupar outros espaços públicos por meio de novas parcerias. Em edições anteriores, as fotografias dos estudantes foram exibidas na Estação Central, no Cine Santa Tereza e na sede da Prefeitura de Belo Horizonte.
“Para nós, do MM Gerdau é sempre uma alegria receber a exposição Um Olhar, Uma Luz e fortalecer essa parceria de longa data com a Secretaria Municipal de Educação. Acreditamos que abrir nossas portas para iniciativas como essa é também uma forma de ampliar o acesso à cultura e reforçar o museu como espaço de educação não formal, aproximando diferentes públicos e valorizando a produção artística dos estudantes da rede pública de ensino", destaca Márcia Guimarães, diretora do MM Gerdau.
Escolas participantes
Participam da edição 2026 do projeto as escolas municipais Carlos Drummond de Andrade, Cônego Sequeira, Herbert José de Souza, Hugo Pinheiro Soares, Luigi Toniolo, Maria Silveira, Sebastião Guilherme de Oliveira, Secretário Humberto Almeida, Professor Moacyr Andrade, Professora Alcida Torres, Professora Consuelita Cândida e Vinícius de Moraes.
