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Catorze guardas municipais femininas posam para foto em local fechado.
Foto: Divulgação PBH

Encontro de guardas municipais femininas debate políticas de igualdade de gênero

03/12/2019 | 15:12 | atualizado em 03/12/2019 | 15:17

Belo Horizonte sediou, na sexta-feira, dia 29 de novembro, o II Encontro de Guardas Municipais Femininas do Estado de Minas Gerais, que teve como pauta o fortalecimento da presença feminina no cenário da segurança pública municipal e políticas para o empoderamento das mulheres. O evento foi organizado pela Guarda Civil Municipal da capital e reuniu cerca de 150 profissionais. Participaram do evento servidoras de São Paulo, Rio de janeiro e Espírito Santo.

 

Para a agente Patrícia Flávia, da Guarda Municipal de Belo Horizonte, a segunda edição do encontro confirma que ele representa uma oportunidade importante para reforçar os vínculos entre as agentes femininas de diferentes localidades, evidenciando que a maioria delas enfrenta problemas parecidos no exercício da função.

 

“A baixa reserva de vagas é o principal deles. As mulheres estão em maior número na sociedade, mas essa realidade não é vista nos processos seletivos, que em muitos casos reservam 95% de vagas para homens e apenas 5% para mulheres. Isso precisa ser mudado”, defende.

 

A agente Leonara Naves, da Guarda Municipal de Três Pontas, no Sul de Minas, ressalta que a reunião permite que as participantes falem de sua experiência particular na luta para que as mulheres conquistem mais espaço não somente em funções operacionais, mas também como protagonistas na segurança pública, alcançando cargos de chefia e comando nas corporações.

 

 

Mais espaço

A Prefeitura de Belo Horizonte ampliou a presença de mulheres na Guarda Municipal, por meio da Lei11.153, de janeiro de 2019. Com ela, a regra anterior, que estipulava o limite de 5% de efetivo feminino na corporação, deixou de vigorar, fixando como percentual mínimo, o quantitativo de 10% das vagas. Tal medida fez com que deixasse de existir um limite para a presença feminina na corporação, permitindo que no concurso atual, que se encontra na fase provas de títulos, por exemplo, o percentual atingisse 20% das vagas para as mulheres.

 

Na avaliação da guarda municipal Aline Oliveira, o avanço nas políticas de ingresso das mulheres na carreira, em Belo Horizonte, é algo notável. “Acredito que demos um salto muito importante. Hoje considero até mesmo que é possível planejar uma instituição com 50% das vagas para cada sexo, a partir do entendimento de que não existe profissão exclusiva para homens e mulheres. Basta que, diante das dificuldades, cada profissional busque se especializar”, conclui.


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