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Cerca de quinze integrantes da turma de curso de Libras - Língua Brasileira de Sinais - em sala de aula
Foto: Divulgação/PBH

Curso de Libras facilita o atendimento dos usuários em Venda Nova

29/10/2018 | 16:33 | atualizado em 05/11/2018 | 14:58
Onze alunos, entre eles três funcionários da Assistência Social do município de Belo Horizonte, participaram de um curso de Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), oferecido no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Mantiqueira, da região de Venda Nova. O curso tem a duração de 12 meses e é dado por um voluntário.

Assistente social, Evanilde Santos Albino atua no Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Venda Nova (CREAS-VN). Ela conta que conhecimento já está sendo colocado em prática, facilitando o atendimento dos deficientes que buscam o serviço, e tem sido motivo de orgulho para ela. “A importância de aprender essa linguagem é garantir na acolhida e atendimento à pessoa surda, um atendimento respeitoso, pois facilita a comunicação e proporciona a inclusão da pessoa surda na política de Assistência Social”, disse.
 

Peças com personagens do universo infantil

Como trabalho final de curso, os alunos montaram peças de teatro, em libras, e se apresentaram em diversos espaços da região de Venda Nova. Foram montadas duas peças curtas, uma sobre as princesas das histórias de Wall Disney e a outra sobre o seriado de TV “Chaves”. Enquanto os alunos, devidamente caracterizados na representação dos personagens, falavam em Libras, um narrador contava a história, em português.

Uma das apresentações aconteceu no auditório da Coordenadoria de Atendimento Regional Venda Nova (rua Érico Veríssimo, 1428, bairro Rio Branco), durante uma roda de conversa com pais de alunos com deficiência. A acompanhante pedagógica Alexa Fabrino, uma das responsáveis pela temática em Venda Nova, ficou encantada com o trabalho dos alunos. “A apresentação do teatro em libras ressalta a importância dessa linguagem no processo de inclusão social, é muito importante que as pessoas aprendam e que haja um incentivo, principalmente por parte das instituições de ensino. Nós é que estamos na condição de deficiência, por não sabermos a linguagem nacional de sinais”, afirmou. O teatro foi assistido também pelo deficiente auditivo Luiz Carlos, que trabalha como digitador na Gerência de Zoonoses (GERZO) de Venda Nova. Em Libras, ele contou que entendeu tudo, que o grupo se saiu muito bem.

As outras apresentações aconteceram na Escola Municipal Eliza Buzelin (EMEB), para um grupo de 98 alunos de 6 anos, e na UMEI Venda Nova para crianças de 3 anos, durante uma atividade de contação de histórias.
 

29/10/2018. Curso de Libras. Foto: Divulgação/PBH