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Um adulto e três crianças jogando totó ao ar livre.
Foto: Mara Damasceno/PBH

Crianças do programa Arte da Saúde têm dia de diversão

18/12/2017 | 18:02 | atualizado em 18/12/2017 | 18:07

Brinquedos infláveis, futebol, mesas de totó e de disco fizeram a alegria das 121 crianças e adolescentes que participam do programa Arte da Saúde – Ateliê de Cidadania, na região Nordeste, na última sexta-feira, dia 15 de dezembro, no Centro de Apoio Comunitário (CAC) São Paulo.

 

A confraternização marcou o encerramento das atividades do projeto neste ano de 2017 e contou ainda com a presença de profissionais e adolescentes do Centro de Referência em Saúde Mental Infantil Nordeste e de técnicos de referência da rede básica de saúde. Além das atividades de lazer e entretenimento, também foi servido um almoço aos participantes.

 

O Arte da Saúde é desenvolvido em todas as regiões da cidade pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Saúde e das Coordenadorias de Atendimento Regionais, em parceria com a Cáritas Regional Minas Gerais. Trata-se de uma prática de promoção à saúde, que se utiliza das artes como ferramenta para produzir cidadania, reduzir a violência, ampliar o convívio familiar, comunitário e escolar de crianças e adolescentes com idade entre seis e 18 anos, que se encontram em situações de vulnerabilidade, risco social ou pessoal.

 

Na região Nordeste há seis núcleos de atuação do Arte da Saúde. Eles estão presentes nos bairros Capitão Eduardo, Conjunto Paulo VI, Nazaré, Goiânia, São Marcos e Santa Cruz. As ações são desenvolvidas por meio de oficinas de artes plásticas, de artesanato, de música, de grafite e dança que acontecem duas vezes por semana, nos períodos da manhã e da tarde, em horário alternado com a escola e reúne cerca de 12 crianças em cada turno.

 

O trabalho contempla ainda a circulação urbana, com o acesso das crianças e dos adolescentes ao cinema, espetáculos teatrais, exposições, eventos sociais e passeios em parques, além das reuniões com as famílias e a intersetorialidade entre as diversas áreas e os profissionais envolvidos.  O fortalecimento da capacidade expressiva e criativa das crianças e dos adolescentes também faz parte do programa.

 

Luíza Teixeira Montanare, de 13 anos, integra a oficina de artesanato que acontece no bairro Nazaré. Ela participou da confraternização no dia 15 de dezembro e ressaltou a importância do Arte da Saúde em sua vida. “Eu era muito nervosa e isso me prejudicava nos estudos. Depois que comecei a frequentar a oficina de artesanato e a conviver com os outros participantes, estou conseguindo trabalhar as minhas dificuldades e hoje já consigo equilibrar melhor as minhas emoções”, disse Luíza, que aproveitou cada momento do encontro para interagir com as suas amigas.

 

A psicóloga e coordenadora do Arte da Saúde na região Nordeste, Adilcéia Campos, avalia positivamente as ações realizadas em 2017 e fala das expectativas para o próximo ano. “Estamos encerrando o ano com 121 crianças e adolescentes participando ativamente das oficinas e apresentando mudanças significativas em suas vidas. Em 2018, quando o Arte da Saúde completa 10 anos em Belo Horizonte, a nossa expectativa é de que o programa amplie ainda mais o número de oficinas e de beneficiados”, disse Adilcéia.