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Cerca de vinte pessoas em evento em praça do Bairro Concórdia.
Foto: Polianna Soalheiro

Cortejo celebra Orixá da Saúde no Concórdia dia 13 de agosto

11/08/2017 | 15:06 | atualizado em 17/08/2017 | 08:09

A comunidade de matriz africana de Belo Horizonte celebra no próximo domingo, dia 13, a festa de Omulu – o Orixá da saúde. O evento que tem a corealização da Prefeitura, por meio da Belotur, da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho de Promoção da Igualdade Racial, tem concentração marcada para as 12h, na Praça México, no Bairro Concórdia.
 

O Cortejo de Omulu é um evento que, no Brasil, nasceu em Salvador, e na Capital Mineira já está em sua terceira edição. Segundo Agnaldo Muller, integrante da Afoxé Bandarerê, uma das realizadoras da festa, Omulu é o Orixá que afasta os males e as doenças do corpo, e esta é uma data é muito importante para a comunidade. “Além da celebração do Orixá que traz a saúde, este é um momento para Belo Horizonte saber que na cidade existe um Movimento Social organizado na defesa das Tradições de Matriz Africana e sua Religiosidade”, explicou Agnaldo.
 

A saída do Cortejo está prevista para as 14h. Segundo os organizadores, os participantes devem percorrer cerca de 500 m até a casa de Mãe Belinha, que é a responsável por preparar o Sabejé - o Tabuleiro de Omulu. Trazendo o Tabuleiro, o Cortejo retorna para a praça, onde as pessoas presentes receberão o banho, que é a benção para afastar as enfermidades.
 

Após o encerramento dos rituais, a praça será tomada por intervenções culturais diversas, como apresentações das bandas Afoxé Bandarerê, Grupo Samba da Meia Noite, Bloco Angola Jangô e Timbaleiros do Gueto. O encerramento da festa está previsto para as 19h.
 

Para a Coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Makota Kizandembu, o evento é muito oportuno e reafirma as ações do município no enfrentamento e no combate ao racismo e à intolerância religiosa, em prol da igualdade racial e de gênero, em Belo Horizonte. “A realização deste cortejo demarca, na cidade, o reconhecimento, a promoção e o respeito à nossa cultura: a cultura da população negra”, afirmou Makota.