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Nove cidadãos, de pé, sorrindo, em frente a uma mesa com artesanatos diversos.
Foto: Divulgação PBH

Centro de Saúde Novo Horizonte promove saúde da comunidade

06/03/2018 | 15:34 | atualizado em 12/03/2018 | 11:22
“Eu frequento o grupo para aliviar as dores do corpo, porque quanto mais velhos ficamos, maior é o cuidado que devemos ter. Cada exercício ajuda em uma área do corpo. Através das atividades, consigo fazer a correção de um mau hábito, e ainda aproveito minha passagem no Centro de Saúde para fazer artesanato”, afirma Simone de Andrade Ferreira, de 51 anos.


Assim como Simone, outros moradores do bairro Taquaril, região Leste de Belo Horizonte, participam das atividades de fisioterapia do “Grupo Operativo Alívio Dor Crônica” e da oficina de artesanato oferecida pelo grupo “Mulheres Unidas da Fé Taquaril”, ambas realizadas semanalmente no Centro de Saúde Novo Horizonte. 


Segundo Júnia da Costa, coordenadora do Grupo Operativo Alívio Dor Crônica, o principal objetivo da atividade fisioterápica oferecida é a reabilitação de patologias crônicas e a promoção da saúde. “As atividades atingem todas as articulações corporais. Trabalhamos com exercícios diferentes para exercitar todo o corpo. Antes de iniciar a aula, nós avaliamos se todos os alunos conseguem fazer os exercícios escolhidos, caso alguém não consiga, a aula é adaptada”.


Júnia explica que esse grupo é aberto para qualquer pessoa que queira participar. A faixa etária dos participantes é de 18 a 80 anos. Antes de entrar para o grupo e começar a realizar as atividades, todos passam por uma avaliação para verificar a condição física.


De acordo com Fernanda Jales, residente de fisioterapia da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, o sucesso do projeto se deve ao comprometimento dos usuários. “O grupo conta com a presença de 20 a 25 usuários todos bem assíduos. Eles valorizam o trabalho e são participativos. Além de ajudar no cuidado das patologias e realizar a prevenção, os encontros permitem uma interação social que colabora com a melhora da condição de vida deles”.


Os encontros do Grupo Operativo Alívio Dor Crônica ocorrem todas as terças-feiras, das 13h às 14h, e em seguida é realizada a oficina de artesanato, das 14h às 15h.
 


Lazer e aprendizado

Segundo a psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Tânia Duarte, a princípio, o grupo de artesanato tinha apenas a proposta de reunir mulheres, que ficavam ociosas em casa, tristes ou com algum tipo de doença psicossomática, para uma roda de conversa. Depois, tiveram início as atividades artesanais, como o trabalho com fuxico e flores. 


“Projetos como esse ajudam na melhoria da qualidade de vida dos usuários, na responsabilização com o autocuidado, e envolve tanto a saúde emocional como a saúde física”, afirma Tânia.


Assistente social do Centro de Saúde Novo Horizonte, Maria do Carmo Barbosa conta que com o desenvolvimento do grupo e com o aprendizado das oficinas, as integrantes tiveram a oportunidade de gerar renda produzindo artesanato.  “Elas conseguiram espaço no Centro de Saúde, nos bazares e na comunidade, e conquistaram a própria clientela”.


Para Eunice Maria da Silva Costa, fazer parte dos grupos Operativo e Mulheres Unidas trouxe muitos benefícios para sua vida. “É maravilhoso! Aqui cuido da minha saúde física e emocional. No artesanato, uma colega aprende com a outra; quem tem mais conhecimento passa para as outras. É um grupo acolhedor”.

 

 

06/03/2018. Centro de saúde Novo Horizonte. Foto: PBH/Divulgação