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Vista aérea de Belo Horizonte
Foto: Divulgação PBH

BH tem potencial de reduzir em 41% as emissões de gases de efeito estufa

16/12/2020 | 16:40 | atualizado em 16/12/2020 | 16:40

Belo Horizonte tem, atualmente, uma disposição de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 20% até 2030. No entanto, a partir de estudos e estimativas apresentados nesta quarta-feira (16) durante a oficina de lançamento do novo Plano de Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa (PREGEE), Belo Horizonte pode alcançar uma redução de 37% já em 2030 e 41% em 2040. Elaborado em 2013, o documento foi revisado neste ano e tem o objetivo de fornecer subsídios para a cidade alcançar metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito estufa, principal causa do aquecimento do clima.

De acordo com o 4º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de Belo Horizonte, lançado semana passada, no período de 2014 a 2019, houve uma redução de 22% de emissões na cidade. Com o novo plano, foi possível traçar cenários atualizados de redução de emissões projetados para cidade, apontar as principais ações de mitigação a serem implementadas, a estrutura de governança da administração municipal para execução do plano e fazer proposição de mecanismos de comunicação, difusão e promoção do documento.

 

Setores

Ao longo deste ano, foram realizados estudos e oficinas para revisão e proposição de novas ações para redução das emissões de GEE nos setores de mobilidade, saneamento/resíduos e energia. A meta para o setor de transporte, por exemplo, responsável por 57% das emissões totais, é reduzir a emissão em 24% até 2030.

Um dos mecanismos propostos é o estímulo à mudança da matriz energética, com a troca da frota de veículos por outros menos poluentes. Já no segmento de energia o desafio é ampliar o uso de energia renovável e ações de eficiência energética. A gestão sustentável dos resíduos é um dos caminhos para a redução da emissão de CO2 no segmento de saneamento e resíduos.

 

Plano Diretor

“O novo plano diretor do município já incorpora uma série de conceitos que visam, a médio e longo prazos, a implementação de ações e políticas de estímulo ao baixo carbono e à sustentabilidade ambiental”, disse Dany Sílvio Amaral, secretário executivo do Comitê Municipal sobre Mudanças Climáticas e Ecoeficiência.

O órgão colegiado, integrado por representantes do setor público e sociedade civil organizada, foi responsável pela articulação institucional e monitoramento da revisão do plano. Já a realização de estudos, cálculo de estimativas e consolidação das proposições de ações ficaram a cargo da WayCarbon, empresa contratada em 2019 pela Prefeitura de Belo Horizonte para a revisão do PREEGE, visando sua adequação aos novos desafios da crise climática.

Essa revisão considerou a evolução de emissões da cidade, as tecnologias disponíveis e tendências para a mitigação das emissões de GEE em centros urbanos e os avanços significativos nas discussões sobre política climática, principalmente com as metas presentes no Acordo de Paris.

Durante a oficina de lançamento do plano, também foi abordado o alinhamento da política climática presente no plano com os temas e desafios a serem discutidos na próxima Conferência Global do Clima da ONU, a COP 26, prevista para ser realizada em novembro de 2021, na Escócia.