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Gari limpando a rua.
Foto: Marcelo Santos/PBH

BH em Pauta: SLU promove campanha sobre descarte de lixo

03/08/2017 | 16:22 | atualizado em 07/08/2017 | 13:36

Sete toneladas de lixo são recolhidas diariamente do chão do hipercentro de Belo Horizonte, informa a Gerência Regional de Limpeza Urbana Centro-Sul. A área compreendida entre as avenidas dos Andradas, Alfredo Balena, Augusto de Lima, Olegário Maciel e Contorno, incluindo a Praça Sete, recebem o serviço de varrição de segunda-feira a sábado, três vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite, com plantões de varrição aos domingos e feriados. “É uma frequência considerada suficiente, por isso não se justifica encontrar um único papel de bala no chão”, observa o gerente regional de limpeza urbana Centro-Sul, Denilson Pereira de Freitas.

 

Para a estudante de Publicidade e Propaganda Júlia Diniz, de 20 anos, caminhar por uma cidade limpa é sinônimo de bem-estar e conforto para os habitantes e visitantes. Moradora da região Centro-Sul da capital, ela acredita que o cidadão cuida e se preocupa em conservar os espaços públicos limpos e livres de depredações à medida que percebe a cidade como a própria casa. “Jogar lixo na rua é um exemplo clássico dessa falta de reconhecimento do que é seu, além de parecer egoísmo e irresponsabilidade, por achar que haverá sempre alguém pronto a limpar aquilo que você sujou”, afirma ela.
 

Outro exemplo de comportamento e educação ambiental é a estudante de Administração de Empresas  Vitória Soares, 19, que prefere carregar o lixo na bolsa até encontrar um local apropriado para o descarte. “O problema é que algumas pessoas têm a coragem de atirar coisas no chão praticamente ao lado de uma lixeirinha”, reclama.
 

Edmar Pires Murta, psicólogo da seção de psicologia e assistência social da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), lembra que muitas pessoas ainda acreditam que, se elas não jogarem lixo no chão, na rua, nos lugares públicos em geral, os garis ficarão sem trabalho. “Certa vez, uma cidadã ao ser advertida por uma gari, por ter atirado resíduos em uma via pública logo após ela ser varrida, afirmou que o salário dele era pago por ela e que estava exercendo uma espécie de direito, o direito de quem paga impostos, taxa de limpeza urbana e o próprio salário dessa gari”, declara. “É uma ideia simplista, mas forte, que busca justificar indevidamente esse comportamento inapropriado”, completa. Segundo Edmar, é um pensamento distorcido como o que caracteriza o caminhão da limpeza urbana como sendo o “caminhão de lixo” e não o “caminhão da limpeza”.

 

O alerta de Júlia, Vitória e Edmar sobre a necessidade de conscientização da população em torno do tema é mais que pontual. Afinal, um cidadão bem educado e consciente quanto ao descarte adequado do lixo é um grande aliado da limpeza urbana. Porque o trabalho é enorme.
 

Somente na região Centro-Sul, cerca de 300 funcionários, entre garis, motoristas, encarregados e equipes de apoio da limpeza urbana, empenham-se na remoção de deposições clandestinas que somam, por dia, oito toneladas, além das outras 70 toneladas produzidas pela coleta domiciliar.

 

A coleta domiciliar na região Centro-Sul ocorre de segunda a sábado, a partir das 20h. As ações de limpeza de boca de lobo são realizadas até três vezes por semana. Na região, existem 220 desses bueiros. A lavação das vias é diária, de segunda a sábado, com plantões aos domingos. As ações mais frequentes ocorrem na Praça Rio Branco, também conhecida como Praça da Rodoviária, e ao redor dela.

 

Denilson ainda destaca que, por mês, são retirados cerca de cinco mil folhetos afixados em locais indevidos. “As ações de retirada de papéis de propaganda em postes, lixeirinhas e outros equipamentos são realizadas de segunda a sábado”, conta. A remoção de pichações em viadutos, túneis, passarelas e em alguns monumentos da cidade, como o Pirulito da Praça Sete – conforme avaliação técnica da extensão e do nível de gravidade da depredação –, também é responsabilidade das equipes da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).
 

Praça Sete
 

Mesmo com 60 cestos coletores de resíduos leves, o entorno do Pirulito e os quarteirões fechados da Praça Sete ainda registram uma quantidade significativa de lixo descartado irregularmente no chão. Todos os dias, os resíduos de varrição somam 2,5 toneladas.
 

A lavação dos quatro quarteirões da Praça Sete ocorre, pelo menos, duas vezes por semana. A coleta de lixo domiciliar é feita de segunda a sábado, a partir das 20h. A limpeza de bocas de lobo ocorre a cada dois dias.
 

A remoção de pichação é realizada mensalmente nos quarteirões e no Pirulito. Também são limpos os bancos, telefones públicos, abrigos de ônibus e fachadas da pista de skate.
 

Por meio das equipes de multitarefa, a limpeza de postes ocorre uma vez por semana com a retirada de papéis de propaganda irregular.
 

 


03/08/2017. Limpeza na região Centro-Sul. Fotos: Pedro Antônio de Oliveira/SLU