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Espelho d'água em frente ao Memorial de Imigração Japonesa. à frente, algumas plantas. Ao fundo, céu azul e árvores.
Foto: Suziane Fonseca/PBH

BH em Pauta: Estação de Tratamento de Água da Pampulha

29/08/2017 | 14:58 | atualizado em 01/09/2017 | 15:33

Construída em 2003, a Estação de Tratamento de Água do Parque Ecológico da Pampulha (ETA/PEP) é responsável pela irrigação de uma área gramada com 245 mil metros quadrados. Isso representa cerca de 80% de toda a área do parque - que tem 300 mil metros quadrados.
 

O tratamento feito pela estação resulta em uma água com a qualidade conhecida como “classe 2”, ou seja, que pode ser utilizada para natação ou banho, ficando a um passo de ser potável. Exatamente por causa dessa qualidade (e seguindo os parâmetros do Conselho Nacional do Meio Ambiente – Conama) é que essa água é propícia para a irrigação das áreas verdes do parque e também para a manutenção dos dois espelhos d’água presentes no local. O primeiro está localizado perto da administração do parque e o outro, no Memorial da Imigração Japonesa.
 

Além de contribuir com a criação de um ambiente visualmente mais agradável para os visitantes, os espelhos servem como reservatório de água em tempos de seca. O sistema de irrigação, que capta a água desses reservatórios e a leva, já tratada, para as áreas gramadas, é automático e composto por 554 aspersores, distribuídos em 28 setores (ou áreas definidas).
 

Por dia, cerca de 700 mil litros de água são tratados na ETA/PEP. Entre os produtos químicos utilizados estão sulfato de cobre, hidróxido de sódio, hipoclorito de cálcio e cloreto férrico. Após a colocação desses produtos, é feita uma análise rigorosa para verificar a turbidez (presença de partículas em suspensão), a cor e o pH da água. Após esse processo, é preciso determinar a quantidade de cloro residual livre na água, para assegurar as condições adequadas para a irrigação das plantas.
 

De acordo com o técnico agrícola e encarregado de serviços do Parque Ecológico, José de Fátima Figueiredo, a ETA/PEP complementa o trabalho realizado pela Estação de Tratamento de Águas Fluviais (ETAF) Ressaca e Sarandi, da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, responsável pelo o tratamento da água “bruta” – com sujeira e até esgoto – que chega à Lagoa da Pampulha. “Nossa estação faz a captação da água já previamente tratada pela Copasa e possibilita que essa água, de qualidade, possa ser utilizada na irrigação dos gramados e na boa apresentação dos espelhos d’água. Isso proporciona maior embelezamento do parque.”
 

Para Pedro Fernandes da Silva, operador de ETA/PEP há 11 anos, a importância de se ter uma estação de tratamento dentro do parque é enorme, porque esse trabalho inclui a possibilidade de conscientização dos próprios visitantes do espaço. “A população polui um córrego, joga lixo. Pegar uma água desses córregos poluídos e torná-la desse jeito é difícil. Só assim você vê o tanto que a população suja água, o tanto de impureza que tem nessa água. É mesmo muita poluição. De tudo, com o nosso trabalho, a gente vai conscientizando as pessoas por aí, não é?”

 

 

Serviço

Parque Ecológico da Pampulha

Entrada gratuita

De terça-feira a domingo, das 8h30 às 18h

Av. Otacílio Negrão de Lima, números 6.061 (Portaria I - Marco Zero) e 7.111 (Portaria II - Toca da Raposa).

* A entrada nos espaços é permitida até uma hora antes do fechamento
 

 

29/08/2017. Estação de Tratamento de Água Parque Ecológico. Fotos: Suziane Fonseca/FZB