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Grupo de mais de dez idosos canta e toca instrumentos no CAC Barreiro.
Foto: Regional Barreiro/PBH

BH em Pauta: CAC Barreiro oferece atividades a idosos

04/07/2017 | 20:50 | atualizado em 04/07/2017 | 20:52
A música suave reduz o ritmo de quem chega apressado. Um grupo de idosos faz movimentos lentos, conforme o ritmo da música, ora amplos, ora curtos. “Aqui somos muito bem acolhidos”, comenta Lourdes Santana, de 87 anos, praticante de lian gong, terapia chinesa oferecida pela rede municipal de saúde e praticada na entrada do Centro de Apoio Comunitário (CAC) Barreiro. O grupo de quem compartilha essa opinião certamente inclui algumas centenas de pessoas - cerca de 400 idosos frequentam semanalmente o espaço.
 

Localizado na região central do Barreiro, o CAC é lugar de encontrar amigos, exercitar-se, dançar e cantar. De segunda a sexta-feira, idosos de diversos bairros participam de grupos de convivência, fazem ioga, ginástica, artesanato, leem, cantam e dançam. É disposição que deixa muito jovem pra trás. “Faço lian gong duas vezes por semana há cinco anos. Ganhei saúde e mais disposição”, garante Lourdes.
 

Arlindo Sanção coordena o Coral Cantares há 18 anos. “Temos mais de 70 integrantes. Quem tomava duas mãos de remédio agora toma só uma”, brinca. Dinâmico, o coral tem efeito terapêutico não só para os componentes. O grupo leva o encantamento da música a lugares como creches, asilos, igrejas, hospitais e até mesmo para cidades do interior. Aos 71 anos, Dorotéia De Moro conta que participa dos ensaios semanais há 10 anos. “O coral é onde encontro meus amigos. Sem oportunidades como essa a gente acaba se isolando”, observa. No repertório, músicas de raiz como Chico Mineiro, Uirapuru e Saudade de Matão.
 

O CAC é gerido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) com a participação da comunidade. O coordenador do Conselho Comunitário, Mário Rodrigues, também não tem dúvidas dos benefícios que as atividades geram. “A terceira idade é a principal responsável pela vida desse espaço”, afirma. “Temos reuniões, encontros, oficinas, ginástica, bailes. As atividades são diversificadas e frequentes”, enumera. Como lembra o coordenador, dançar também é com eles. Os bailes e jantares realizados mensalmente atraem nada menos que 200 participantes. Embalados pela viola e a sanfona do grupo Seresteiros do Barreiro, eles dançam das 17h às 22h30.
 

Seja pra dançar, sentar-se e bordar ou para se aventurar nos arredores da cidade, não tem tempo ruim para essa turma. Duas vezes ao ano, cerca de dez ônibus fazem fila na entrada do CAC. A PBH oferece excursões para os grupos de convivência conveniados. Os destinos são definidos conjuntamente com representantes dos grupos: clubes e hotéis-fazenda estão entre as opções mais comuns. Os participantes recebem não só o transporte gratuito e o ingresso, mas também café da manhã e almoço.
 

Mas não é preciso ir longe para ser bem recebido. Por estar anexo a um centro de saúde, o CAC exerce uma intensa intersetorialidade com outros serviços. “Vinha sempre ao centro de saúde e lá me indicaram que encontraria muitas atividades no CAC”, conta Lourdes Santana. A receptividade é recíproca. “O gerente do centro de saúde fez um convite ao coral. Fiquei muito feliz com a proposta. Sinal de que ele está atento à promoção da saúde da terceira idade e disposto à integração”, avalia o coordenador do Coral. “A ideia inicial é convidá-los para ocasionalmente surpreender os usuários recepcionando-os com música”, explica Weberson Gonçalves, gerente do Centro de Saúde Carlos Renato Dias. “Mas queremos evoluir muito na integração das atividades“, garante ele.


Acompanhamento e incentivo

A PBH mantém catalogados 28 grupos de convivência da terceira idade na região do Barreiro - metade deles é conveniada e recebe verba para lanches e oficinas. O convênio visa ao desenvolvimento de ações de fortalecimento de vínculos, contribuindo para a autonomia, socialização e integração social do idoso, desde 1990. “Trabalhamos em prol da promoção da autonomia e do protagonismo do idoso”, destaca Maria Patrícia Lamego, da gerência de proteção social básica, da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social, durante reunião sobre os termos do convênio, realizada com representantes de todos os grupos, no CAC Barreiro.


Portas abertas

“O dia a dia aqui é muito dinâmico. Recomendamos aos idosos que venham fazer uma visita ao espaço para conhecerem e escolherem as atividades com as quais mais se identifiquem”, convida Tania Magda, funcionária do CAC. O CAC Barreiro fica à rua Pinheiro Chagas, 252, Santa Helena. Pelo telefone 3277-5804 é possível obter informações sobre os dias e horários das atividades.
 
 

04/07/2017. CAC Barreiro Idoso - Artezanato e Coral. Fotos: Divulgação/PBH