Pular para o conteúdo principal

Alunos de escola municipal da região de Venda Nova ganham medalhas em Olimpíada Internacional de Matemática.
Foto: Marcelo Soares

BH em Pauta: Alunos de Venda Nova ganham medalha olímpica

07/07/2017 | 15:38 | atualizado em 26/09/2017 | 15:03

Uma turma do 7º ano do turno da tarde da Escola Municipal Padre Marzano Matias, em Venda Nova, ganhou medalhas de ouro nos rankings estadual e nacional de uma competição internacional de matemática. No ranking estadual houve três escolas de Belo Horizonte ganhadoras da medalha de ouro: Colégio Santo Agostinho, COLTEC e a Escola Padre Marzano. No ranking nacional, apenas a Padre Marzano.
 


A olimpíada Mathématique sans Frontières, que existe na França desde 1989 e teve início no Brasil em 2010, é uma competição que privilegia o desempenho coletivo, em que os alunos resolvem as questões coletivamente e entregam um único gabarito.
 


O professor de matemática Marcelo Soares da Silva é o incentivador e responsável pela inscrição da turma na competição. Os alunos conseguiram responder as questões no tempo determinado de 90 minutos, na prova que foi aplicada nacionalmente no dia 20 de abril. O resultado que classificou a escola foi divulgado no último dia 19 de junho.
 


A turma participou da categoria Júnior de uma prova dissertativa, com nove questões, sendo uma delas em uma língua estrangeira (espanhol, francês ou inglês). O regulamento determinava ainda a proibição expressa de consulta à internet, ou o uso de tablets e celulares.
 

Planejamento e produção
 

Os alunos tiveram que traduzir e resolver as questões, sem ajuda do professor. “Foi a primeira vez que a escola participou desta competição, cuja produção coletiva é o objetivo final. O evento proporcionou aos alunos uma excelente oportunidade de trabalhar em equipe. Em sua maioria, os alunos dessa turma são participativos, organizados e gostam de ser desafiados, demonstrando bons resultados em todas as disciplinas. Esse perfil facilitou e motivou a busca de uma atividade diferenciada para estimulá-los ainda mais”, ressaltou Marcelo Soares.
 


Durante a aplicação da prova, a turma se organizou em grupos, que receberam uma cópia da prova e outra da folha de resposta, além de rascunhos em branco. Os alunos levaram instrumentos de desenho geométrico (régua, transferidor, esquadro e compasso), dicionários (inglês e espanhol), folha de papel quadriculado, calculadoras e o material básico (lápis de colorir, canetinhas, borracha etc.).
 


Marcela Gomes, 12, uma das alunas premiadas na competição, ressalta a união de todos na troca de informações e participação nas atividades. “Eu achei que a turma foi fluente quanto à participação na troca de informações e participação. Essa atividade nos trouxe também experiência. O professor não interferiu na resolução dos problemas da prova, mas nos orientou na troca de informações entre os alunos”, explicou.
 


Gabriela Luiza Ferreira Neves, 12, gostou de participar da competição pelas atividades coletivas e pelo entretenimento: “Foi bom participar da prova, pois ela promoveu atividade coletiva e o entretenimento entre os alunos. Lidamos com opiniões diferentes e chegamos a um consenso. Foi bom ganharmos essas medalhas coletivamente, pois isso nos mostra que a união faz a força.”
 

Matemática sem fronteiras
 

Mathématiques sans frontières é uma competição na área do conhecimento de Matemática, criada pela Academia de Estrasburgo, em 1989, visando ao desenvolvimento de habilidades matemáticas, mesmo para quem não tem excelência na área. O evento é realizado em mais de 40 países, incluindo França, Suíça, Espanha, Alemanha e EUA.
 


No ano passado, participaram mais de 200 mil alunos de 28 países, sendo 30 mil brasileiros. A prova é aplicada em nove diferentes idiomas. No Brasil, a Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é organizada pela Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento (Rede POC), programa de intercâmbio científico que tem como objetivo estimular o interesse entre os estudantes pela ciência, tecnologia e inovação.
 


Os alunos receberão certificado de premiação em formato digital, por email, assim como o professor Marcelo Soares. A classe e a escola serão premiadas com credenciamento para competições internacionais pelas quais a Rede POC é responsável pela seleção.