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Criança com mobilidade reduzida em cadeira de rodas tem equipamento para jogar bocha colocado por técnica da Secretaria Municipal de Esportes.
Foto: Divulgação PBH

Aulas de bocha paralímpica promovem inclusão social

18/12/2017 | 15:38 | atualizado em 26/12/2017 | 16:01
As aulas de bocha paralímpica realizadas pelo Programa Superar, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), possibilitam a prática de atividade física em cadeiras de roda. As aulas fazem parte da parceria com a Associação Paradesportiva de Esporte de Belo Horizonte (APE-BH) e são realizadas nas dependências do Centro de Referência Esportiva para Pessoas com Deficiência (Avenida Nossa Senhora de Fátima 2.283, Carlos Prates). 


Atualmente, 22 alunos estão matriculados nas aulas. Eles são divididos em diferentes categorias, de acordo com o tipo de limitação, decorrentes de deficiências associadas à distrofia muscular progressiva, acidente vascular cerebral, disfunção motora progressiva, entre outras.


De acordo com o professor de bocha do Programa Superar, Diego Valadares Godoy, o esporte requer habilidade e eficiência associadas às técnicas e táticas adequadas para lançar as bolas. Diego conta que vivenciou casos em que a prática de bocha contribuiu para o aluno melhorar sua convivência com a deficiência e aumentar seu convívio social. “Quanto mais o aluno adquiri gosto por esse esporte, mais ele passa a ter disposição para sair de casa”, salienta.


Ìcaro Felipe Lima de Souza, 13 anos, é portador de atrofia muscular espinhal. Ele frequenta as  aulas  de bocha da categoria BC3, destinada às pessoas com maior grau de comprometimento motor e, em função disso, é permitida a participação de sua mãe no auxílio da atividade. “Logo que participei da primeira aula, me apaixonei pela bocha de tal maneira que  hoje coleciono várias medalhas de torneios escolares e quero fazer curso superior na área esportiva”, diz Ícaro, aluno do  sétimo ano do ensino fundamental e morador do bairro Braúnas, região da Pampulha. A mãe de Ícaro, Vanda Felipe de Almeida, diz que “o gosto dele pela prática do esporte aumentou sua autoestima e integração social”.


Romeu Meloé presidente da APE-BH, entidade representativa dos familiares e praticantes das modalidades de bocha e futebol. Ele fala com orgulho da sua filha, Amanda Alves Alether de Melo, 22 anos. Aluna do Superar e estudante de Publicidade e Propaganda, Amanda já foi medalhista de ouro e bronze nos Jogos Escolares. “A palavra ‘sensacional’ é a melhor interpretação para avaliar o Programa. O Superar é um bom exemplo de prática desenvolvida pelo poder publico”, finaliza Melo.

 

Segundo Fabiano Sena, diretor de Formação Esportiva da SMEL, o Programa Superar tem como meta a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, por meio da prática esportiva, propiciando inclusão social e o cuidado com a saúde. De acordo com Sena, a participação no Programa fez com que alguns alunos e alunas tivessem a possibilidade de vivenciar competições de bocha paraolímpica, como foi o caso dos Jogos Escolares, realizados nos meses de junho, julho e agosto. “Os alunos conquistaram 24 medalhas. Para estimular o espírito competitivo, a cada fim de semestre é realizado, pela equipe do Superar, o festival de bocha”, explica.  

 

18/12/2017. Aulas de bocha - Superar. Fotos: Divulgação/PBH