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Homem usando fones de ouvido
Foto: Klaus Milltedorf

Arte urbana ganha destaque por meio da cena hip hop no Circuito Cultural

criado em 27/10/2021 - atualizado em 27/10/2021 | 16:31

O foco na juventude e a conexão entre as regionais e o centro de Belo Horizonte estão em destaque na programação do Circuito Hip Hop e Batalhas de Danças Urbanas e MCs no Circuito Municipal de Cultura. A proposta é promover, ao longo de novembro, encontros em via de mão dupla, integrando ações em equipamentos públicos da região central e também nos centros culturais da Fundação Municipal de Cultura.

“O Circuito Hip Hop foi criado para dar visibilidade, valorizar a arte e os artistas dos diversos territórios de BH, promovendo oportunidades e intercâmbios. Para isso, o Teatro Marília, no centro da cidade, e outros importantes espaços dedicados à cultura hip hop nas regionais recebem uma programação que inclui shows, batalha de MCs, apresentações de dança, oficina e mesas de debate em parceria com o Fórum Hip Hop”, explica Aline Vila Real, diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura.

A programação do Circuito Hip Hop e das Batalhas de Danças Urbanas e de MCs foi concebida em consonância com as ações do Mês da Consciência Negra, destacando e enaltecendo a cultura do hip hop  e políticas públicas da cultura com foco na valorização da arte negra. Isso se reflete ainda nas atrações do Circuito que virão na sequência, como a programação especial em comemoração ao Dia do Samba, e na realização da 11ª edição do Festival de Arte Negra, ambas ações programadas para o mês de dezembro.

Toda a programação é gratuita, majoritariamente presencial – seguindo os protocolos vigentes de prevenção ao contágio pela covid-19 – e com forte apelo para a participação e interação dos jovens pelas redes sociais. As ações presenciais acontecem entre os dias 7 e 14 de novembro e os ingressos podem ser retirados de forma on-line pelas plataformas Sympla e Diskingressos.

Três espaços recebem as ações: o Centro Cultural Urucuia, no Barreiro, a Casa Hip Hop, no Taquaril, e o Teatro Marília, no centro da cidade. O Centro Cultural Urucuia recebe no dia 7, de 14h às 15h30, a oficina Tributo ao Funk, realizada pelo núcleo de pesquisa em artes da cena "CorPol!tico" e conduzida pelo oficineiro Leonardo Molina. No mesmo dia, o palco do CC Urucuia será ocupado pelos shows dos rappers Murilo ZN (Ribeirão das Neves) e Real da Rua (BH), às 15h30 e 17h, respectivamente. 

No mesmo espaço, também no dia 7, a partir das 15h, acontece a primeira etapa da Batalha de MCs, cujas inscrições já estão abertas. Serão 16 participantes, sendo 13 deles selecionados por meio do envio de formulário disponível no site do Circuito, além de três MCs convidadas pela curadoria do evento a fim de garantir a presença de mais mulheres na ação.

As batalhas serão temáticas, e os selecionados irão receber textos de referência para criarem seus improvisos. Os vencedores receberão premiação em dinheiro, sendo R$1,8 mil para o primeiro lugar, R$1,1 mil para o segundo colocado, R$ 800 para o terceiro e R$ 600 para o quarto. As inscrições para participar da competição são gratuitas e podem ser realizadas até as 23h59 desta sexta-feira, dia 29. 

No dia 9, às 19h, acontece a exibição do curta-metragem "Beagá, a Capital do Hip Hop", de Artur Ranne (BH), de forma virtual, pelo Youtube da Fundação Municipal de Cultura e pelo site do Circuito. O filme conta a história do Hip Hop belo-horizontino, por meio das visões de artistas e produtores locais de diferentes gerações desde 1983, ano que marca o início da cultura urbana.

O Teatro Marília recebe as ações do Circuito Hip Hop, em um formato que mescla dois shows de rap e uma apresentação de dança  a cada noite. No dia 10, acontece o show "Por Trás das Palavras”, de Kainná  Tawá (BH), às 20h, a performance de dança "Se Essa Rua Fosse Nossa”, do Coletivo Breaking No Asfalto (BH), às 20h30, e Niko MC (BH) com o pocket show “Meu nome nas ruas”, às 20h40.

No dia 11, DJ Tickem e Manifesto Gueto (BH) ocupam, às 20h, o palco do teatro. O grupo acaba de produzir as novas músicas que farão parte do EP “Viva Intensamente”, que serão apresentadas no show. São cinco canções que abordam temáticas sobre superação, amor, autoestima e questões sociais. Além do grupo, o Marília ainda recebe, às 20h40, o show do grupo de rap belo-horizontino Trincaments Oficial e, mais uma vez, a performance de dança do Coletivo Breaking No Asfalto, entre os shows.

No dia 12, às 20h, o show “Berê & Legusta” apresenta a MC Berêta (BH) representando nos versos ao lado do infalível beatmaker e produtor musical Legusta Beatz (BH). Eles trazem sua arte como forma de protesto e afirmação na sociedade em que vivemos, levantando reflexões, sentimentos e pensamentos de cunho periférico, fortalecendo e quebrando barreiras. Na sequência, às 20h30, acontece a apresentação do solo de Fabiana Santos (Ribeirão das Neves), “Prazer, Meu Nome É…”, trabalho autoral que traz expressões livres de dança, somados a movimentos do Hip Hop e da dança jamaicana DanceHall. Fechando a programação da noite, show dos artistas Matéria-Prima (BH) e Abu (BH), em seu projeto “Mabu”. Para este show, os dois convidam o artista audiovisual Video Makino (BH).

“Verão”, show performático musical com as artistas Ohana (BH) e Priscapaes (BH), abre a programação do Teatro Marília no dia 13, às 20h, que segue com as apresentações de Wallison Culu, no solo de dança “Raiz”, e do rapper Roger Deff (BH), no show de lançamento do álbum "Pra Romper Fronteiras", com participação dos artistas Sérgio Pererê, Michelle Oliveira, Celton Oliveira e os DJs Flávio Machado e Hamilton Jr. 

A grande final da Batalha de MCs encerra a programação do Circuito Hip Hop no Teatro Marília, no dia 14, às 16h. Para abrir e encerrar os trabalhos da finalíssima, a apresentação mais que especial do DJ KL Jay (SP), do renomado Racionais MCs, grupo que marcou a história do rap no país. Para acompanhar a final da Batalha de MCs, assim como toda a programação no Teatro Marília, haverá retirada on-line de ingressos pela plataforma DiskIngressos.

O Marília ainda abrigará a exposição ‘Vendaval’, que reúne obras da artista Priscila Paes (BH), também conhecida como Priscapaes. A exposição parte do desalinho que tanto nós, quanto a artista, temos vivenciado nos últimos tempos e de pensamentos que atravessam Prisca, do ato de fazer, colocar para fora e observar. A exposição fica em cartaz na galeria do teatro entre os dias 10 e 14 de novembro. Não há necessidade de retirada de ingressos antecipados (sujeito à lotação do espaço).

A Casa do Hip Hop, no bairro Taquaril, importante espaço para a cultura urbana na cidade, também recebe a programação. No dia 13, de 15h às 17h, acontece no local a oficina “Histórias do rap, rádio e podcasts”, uma roda de conversa sobre a presença da música rap nas ondas do rádio e nos podcasts contemporâneos. A atividade é um desdobramento da pesquisa de Michel Brasil e Clebin Quirino, que estão escrevendo um livro sobre a história do rap em Belo Horizonte. Nos dias 13 e 14, será realizada a oficina  "Visão Literária de Quebrada”, ministrada por Marconi Henrique (BH), o Conin, e Anarvore (BH), na qual explora-se a criatividade, por meio de atividades nas áreas de fotografia e escrita.

Ainda pela programação do Circuito Hip Hop, acontece uma série de ações virtuais em parceria com o Fórum Hip Hop, entre elas destaque para as mesas temáticas “Uma cidade e as transformações pelo Hip Hop”, no dia 9, de 19h às 21h; “Gestão de carreira e culturas periféricas”, no dia 15, das 19h às 21h; “Transformação Social e Protagonismo LGBTQIA+ no Hip Hop Nacional”, no dia 22, das 19h às 21h. As ações podem ser acompanhadas no site do Circuito e no YouTube da Fundação Municipal de Cultura.

 

Batalha de Danças Urbanas              

Ação de grande engajamento nas redes sociais do Circuito em sua primeira edição, realizada em janeiro de 2021, a Batalha de Danças Urbanas volta a ser realizada neste ano. A competição acontece em três etapas: a primeira por meio da seleção de inscritos no formulário disponível no site do Circuito. Um  júri selecionará oito participantes que irão gravar seu solo no Teatro Marília, com equipe técnica profissional.

Na segunda etapa, os vídeos serão postados nas redes sociais do Circuito e, por meio de votação popular, quatro finalistas serão selecionados. Na última etapa, um novo vídeo será gravado com os quatro finalistas, que passarão novamente pelo voto popular. Os finalistas serão convidados a se apresentar no projeto Terça da Dança.