Pular para o conteúdo principal

Cinegrafista filmando uma mulher lendo história
Foto: Chico de Paula

4ª edição do FLI BH traz rodas e clubes de leitura e narração de histórias

criado em - atualizado em

Promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, a 4ª edição do Festival Literário Internacional (FLI BH) traz em sua programação rodas e clubes de leitura e narração de histórias, apresentando mais de 20 temas diversos voltados a públicos variados. As atividades propõem discutir a inclusão, valorizando o tema do Festival: “Virando a página: livro e leitura tecendo amanhãs”. O evento acontece até 20 de agosto e é totalmente on-line e gratuito. A programação completa e mais informações sobre a edição podem ser acessadas no site oficial do Festival: fli.pbh.gov.br.

 

Programação infantil

Um destaque na programação do FLI BH, que terá todas as atrações transmitidas no canal oficial da Fundação Municipal de Cultura (FMC) no YouTube,  é a diversidade de atividades para crianças.

Nesta sexta-feira, às 17h, Daisy Carias, jornalista formada pela UFPR, com especialização em Literatura Infantil e Juvenil pelo Instituto Vera Cruz, apresenta o Clube de Leitura “A cigarra e a formiga: histórias macabras”.

Carol Fernandes, cria do FLI, como ela mesma se descreve, apresentará, neste sábado, dia 14, seu livro “Se eu fosse uma casa”, escrito e ilustrado pela autora. Graduada em Pedagogia, Carol nos conta um pouco sobre a emoção de estar do outro lado do festival, como convidada.  “A minha participação é motivo de muito orgulho, porque eu já frequentava o evento muito antes de me tornar autora e ilustradora de livros para crianças. Fico feliz de estar participando justo do evento que homenageia Maria Mazarello, que é uma importante liderança e referência muito forte na minha formação docente e artística”. A apresentação da escritora acontece às 9h.

Ainda no sábado, às 9h, a atração “Brincando Histórias” une Shirley Rodrigues e Mateus Efraim, ambos brincantes, que vão mesclar histórias e brincadeiras, focando na tradição oral. Eles contarão com a participação do público para construir o enredo por meio de elementos da cultura da infância. A proposta é criar um clima afetuoso e descontraído. A transmissão é pelo canal oficial da FMC no YouTube.

Na terça-feira, 17 de agosto, às 9h, pelo canal oficial da FMC no YouTube, a escritora e contadora de histórias Verusca Contadora narra “Urubu queria ser passarinho”, obra de Antonieta Dias de Moraes. No dia 19, a autora e o ilustrador de “A lagarta e a cobra”, Ana Carolina Neves e Pedro Hamdan das Pedras, participam de uma roda de leitura sobre a obra.

Na sexta-feira, 20 de agosto, dois momentos para o público infantil marcam o último dia do Festival. Às 9h, pelo YouTube da Fundação, Rodrigo Teixeira, Samuel Medina e Shirley Rodrigues narram duas histórias feitas simultaneamente pelos três: A história da coca e A formiguinha e a neve. Já para falar da cultura afro-brasileira, Magna Oliveira, coordenadora do projeto de extensão Iranti – Ser África, na UFMG, apresenta as histórias “Nanã ajuda Oxalá a criar o homem” e “Oiá e o búfalo interior”, em “Cantos e contos de Iabás”. A atração também será às 9h, com veiculação pelo canal oficial da FMC no YouTube.

 

Histórias em libras

No dia 18, quarta-feira, às 9h, pelo YouTube da FMC, Dinalva Andrade e Laís Drumond contam “causos” do interior de Minas Gerais em Libras e em português, dando visibilidade à diversidade no universo das artes. Dinalva é mestranda em Linguística pela UFMG, com especializações em Ensino e Interpretação de Libras. Já Laís, que é surda, é graduada em Letras, atriz e coordenadora do setor social na Federação Nacional de Surdos – MG.

 

Atrações seguem disponíveis

Todas as atividades que já aconteceram podem ser conferidas por aqueles que não puderam assistir à estreia, no canal oficial da Fundação Municipal de Cultura no YouTube.

Elizete Lisboa, escritora e professora de língua portuguesa graduada pela UFMG, apresentou a roda de leitura “Enquanto João-Garrancho dorme”, livro de sua autoria. Éle Semog, escritor e militante da literatura negra brasileira, mestre em História Comparada pela UFRJ, por sua vez, fez a leitura de suas obras “A Galinha Garnisé e outros Eusébios de Queirós: racismo na sociedade brasileira” e “Guarda pra Mim”.

Samuel Medina, escritor e narrador de histórias, contou sobre a tradição oral. E Marly com Y, professora e narradora de histórias, apresentou partes da vida de Carolina Maria de Jesus.

 

Sobre o FLI BH

Com a edição deste ano acontecendo entre os dias 10 e 20 de agosto, o FLI BH é apresentado totalmente on-line e gratuito e sua programação está disponível em diversas plataformas. Realizado a cada dois anos, o Festival oferece atividades diversas para a valorização da literatura, contemplando públicos distintos e abarcando as cadeias criativas, produtivas, formativas e de promoção do acesso ao livro e à leitura. Desde a primeira edição, o evento já recebeu mais de 500 profissionais e artistas convidados e realizou cerca de 500 atividades voltadas para leitores de todas as idades.

 

Serviço:

4ª edição do FLI BH
Data: até 20 de agosto – on-line e gratuito
Mais informações: site oficial do evento fli.pbh.gov.br e plataforma da PBH.