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Estudante simula exercício de massagem cardíaca, acompanhada por duas estudantes de pé e mais de quinze sentadas, em uma sala.
Foto: Divulgação PBH

Estudantes conhecem estrutura do SAMU e noções de primeiros socorros

22/08/2019 | 20:04 | atualizado em 23/08/2019 | 10:11

Quais são os primeiros socorros em casos de quedas, crises epiléticas, hipoglicemia e engasgos? Durante o socorro, cada minuto é importante para salvar a vítima e diminuir o risco de morte ou danos permanentes e desde cedo é preciso conhecer técnicas e procedimentos para ajudar a salvar uma vida. Para contribuir com essa tarefa, a Prefeitura de Belo Horizonte, promove o projeto Samuzinho, uma das vertentes do SAMU Educa. O projeto consiste em oferecer oficinas de capacitação para alunos de escolas públicas e privadas, entre 5 e 13 anos, professores e acompanhantes, para ensinar noções de primeiros-socorros e como funciona o SAMU, desde a ligação para o 192 até a chegada da ambulância. 

 

As oficinas começaram há dois anos e mais de 700 crianças e adolescentes já participaram do projeto. As equipes, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, condutores e socorristas, fazem simulações e ensinam como se deve agir em cada tipo de situação. A idealizadora do projeto e médica do Serviço Móvel de Urgência de Belo Horizonte, Cenira Vânia de Paula Rego, explica como funcionam as aulas. “Elas duram cerca de três horas, com uma turma de aproximadamente 30 alunos. Nós abordamos as situações sugeridas pelas escolas, mas eu acrescento o treinamento de massagem cardíaca, reanimação pulmonar e manobras de desengasgo. Usamos bonecos, equipamentos de primeiros socorros, recursos musicais, simulamos o atendimento telefônico, utilizando uma linguagem bem simples e clara, para que as crianças entendam”, relatou.

 

No último dia 12, o professor Vinícius Alencar acompanhou as turmas do 4º e 5º ano de uma escola da região Centro-Sul da capital. “Eu quis aprender na prática, pois, com certeza, essa é uma grande oportunidade. É muito importante, não somente para os alunos, mas para todos os que lidam com a comunidade escolar, saber técnicas de primeiros-socorros. Um incidente pode acontecer a qualquer momento e com qualquer um. Se alguém preparado estiver por perto, com certeza pode contribuir muito mais até a chegada do SAMU”, disse.

 

 

Visita guiada

Uma parte importante da capacitação é a visita guiada ao prédio do SAMU. Após serem divididos em pequenos grupos, os alunos passam pela central telefônica 192, onde têm a oportunidade de acompanhar a entrada das ligações e aprender uma importante lição: trote não é brincadeira. “Eu estava lá vendo a moça atender, mas era um trote. Ela me explicou que quando alguém faz isso, prejudica quem precisa de verdade”, disse a estudante Rayra Daniella.

 

“Isso é uma questão cultural e é fundamental fazer com que as crianças entendam a importância desse serviço e o que exatamente ele faz. O trote é coisa séria e precisamos ensiná-las a respeito”, reforça a médica Cenira.

 

A visita guiada passa ainda pela Central de Regulação, onde os médicos atendem às ligações dos solicitantes. Neste momento, a pessoa que ligou é orientada e, com envio ou não de ambulância, essas orientações ajudam a salvar vidas. Em seguida, os alunos conhecem a central de onde são realizados os despachos dos veículos. Neste momento, os alunos compreendem melhor sobre a dinâmica da rua, da disponibilidade dos veículos, deslocamento, tempo-resposta e rotas.

 

O momento mais esperado pela turma é a hora de entrar  na ambulância. Com os olhares atentos, eles verificam os equipamentos, aprendem sobre as normas de segurança do transporte de pacientes e aprendem sobre os alertas sonoros.

 

 

Ampliação do projeto

O Samuzinho é considerado importante ferramenta de educação e de promoção em saúde, já que os alunos recebem também orientações para prevenção de acidentes, qualidade de vida e vigilantes de situações de risco e podem atuar como multiplicadores de informações e boas práticas. A iniciativa faz parte da política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde e, em Belo Horizonte, a Prefeitura está investindo na reestruturação do projeto e consolidando o SAMU Educa, que amplia as ações como essa.

 

A gerência de Urgência e Emergência já está estudando formas de viabilizar a ampliação da agenda, com o objetivo de atender a mais instituições e alcançar mais alunos. “Para a Rede SUS-BH, essa é uma iniciativa que merece destaque, por ser uma política de educação a longo prazo e que, apesar dos desafios a serem superados, merece investimento estratégico para que ele avance”, ressaltou o gerente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Belo Horizonte, Roger Lage.

 

 

22/08/2019. Estudantes conhecem estrutura e importância do serviço prestado pelo SAMU. Fotos: Divulgação/PBH


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