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Dois homens com tocam violôes e sete pessoas, das quais quatro estão em pé, assistem ou cantam junto, atividade do projeto Varanda Musical, do Centro Cultural Alto Vera Cruz.
Foto: Julia Fonseca

BH em Pauta: Varanda Musical

17/07/2017 | 17:40 | atualizado em 20/07/2017 | 07:40
Nas casas, quando projetadas, as varandas sempre foram um espaço de convivência familiar com características próprias, já que o espaço não está confinado por quatro paredes. Com isso, a arquitetura alia o aconchego do clã à possibilidade do olhar de dentro para fora sem os atropelos da urbe. Não à toa, é espaço propício para descanso na rede, comemorações informais e até festas ruidosas de crianças.

No Centro Cultural Alto Vera Cruz, equipamento mantido pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, esse espaço tem lugar de honra em um dos projetos mais queridos: Varanda Musical. O projeto surgiu em 2010 a partir de remanescentes das oficinas de iniciação musical e violão do projeto Arena da Cultura. Entre estas realizações, o projeto identitário Varanda Musical nasceu sob condução do servidor Ângelo Andrade, hoje lotado no Centro Cultural Padre Eustáquio, e aconteceu até 2013, com mais de 20 edições. Segundo o gerente Nilson de Oliveira, o objetivo foi ser um local de encontro e fruição para amantes da música, além de servir de estímulo aos alunos das diversas oficinas que acontecem no Centro Cultural Alto Vera Cruz.
 

Em 2016, o Varanda Musical foi retomado, adotou agenda fixa, com edições sempre no terceiro sábado do mês. “Ele retomou a antiga vocação de ser um espaço de encontro, troca e inteiração, tendo a música e a poesia como mote”, explica Nilson.

O Varanda Musical atrai um público participativo e estimulante, que varia entre 25 e 40 pessoas por encontro. A faixa etária é ampla e com grande presença do público da terceira idade. E tem sempre nas edições a considerável presença de grupos como "Os Seresteiros do Alto" e "Meninas de Sinhá”.

Maria da Conceição Paulo, conhecida como Pretinha, de 73 anos, moradora do Alto Vera Cruz, poeta e integrante do grupo Meninas de Sinhá, reconhece o valor do projeto. “A Varanda, para mim, é um incentivo muito grande. São meus momentos de lazer, de prazer em estar com meus companheiros. É uma oportunidade que temos para sair tirar de casa e compartilhar as nossas memórias.”

Claudethe Romana, 52, promotora de eventos, moradora do Bairro São Geraldo, também participante do Varanda Musical, não esconde o apreço. "É tudo de bom, carinho, amor, aconchego, confiança, jovialidade. A gente coloca tudo de ruim que tem dentro para fora."


Na nova temporada, já foram realizados mais de 12 encontros. Atualmente, aproveitando o momento de encontro, o Centro Cultural Alto Vera Cruz tem realizado, após o Varanda, shows e apresentações de artistas de outros cantos da cidade e de diferentes linguagens. Já passaram por ali nomes como Marquim d´ Morais, Affonsinho e Joaci Ornelas.


Abraço da comunidade
 
Além do espaço artístico, o Varanda Musical se traduz também em um ambiente comunitário, sendo sempre finalizado com a “Mesa da Partilha”, em que cada um traz algo para repartir com os demais, entre histórias, abraços e afetos.

Para Nilson de Oliveira, "o Varanda Musical é daqueles projetos que a gente tem no coração e que traduzem com excelência uma parte da importante vocação destes espaços culturais que se localizam fora do eixo tradicional de cultura da cidade”.

O gerente compartilha o orgulho com o projeto. “Ele tem em sua essência a marca maior que em uma palavra pode definir o Centro Cultural Alto Vera Cruz: encontro. Aqui, as pessoas cantam com a alma, deixam traduzir seus amores com tanta beleza que inebria a alma. É mágico", finaliza.

O Centro Cultural Alto Vera Cruz funciona à Rua Padre Júlio Maria, 1.577, Alto Vera Cruz.
Funcionamento: segunda a sexta, das 9h às 21h; sábado, das 10h às 17h.
Telefones: 3277-5612 / 3277-5618 – e-mail ccavc.fmc@pbh.gov.br.
Ônibus: 901, 9407, 9503


 

17/07/17. Varanda Musical. Fotos: Júlia Fonseca/PBH

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