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Sete mulheres tricotam em biblioteca.
Foto: Mara Damasceno/PBH

Projeto Mães do Tricô amplia interação entre escola e comunidade

12/04/2019 | 18:00 | atualizado em 12/04/2019 | 18:00

Fortalecer os laços entre a escola e a comunidade. Fomentar o espaço educacional como um lugar de constante aprendizado, troca de conhecimento e convício social. Esses são os objetivos do projeto Mães do Tricô da Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Belmonte, região Nordeste da cidade. A iniciativa segue as diretrizes do Programa Escola Aberta da Prefeitura de Belo Horizonte, que busca potencializar a parceria entre a unidade educacional e a comunidade, proporcionando a ocupação do espaço escolar de forma efetiva e criativa. 

 

Idealizado pela diretora da unidade, Flávia do Carmo Gonçalves, a partir do interesse das famílias e da comunidade escolar, o projeto Mães do Tricô teve início em abril de 2018 e reúne um grupo de dez mulheres que conta com o trabalho voluntário da professora de tricô Ana Rachel de Assis. Uma vez por semana, às segundas-feiras, das 8 às 10h, a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Belmonte abre as suas portas para as mães, que, além de aprenderem a fazer tricô, têm a oportunidade de tecer novas histórias, saberes e vivências. 

 

“A ideia é tornar a escola cada vez mais acolhedora e capaz de estimular o sentimento de pertencimento pela comunidade local. Queremos ser um espaço que propicia convívio social, conhecimento e aprendizado tanto para os alunos quanto para os seus familiares e demais integrantes da comunidade”, ressalta Flavia Gonçalves, diretora da Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Belmonte. 

 

Ana Rachel de Assis faz tricô há 30 anos e compartilhar os seus conhecimentos e habilidades é uma das suas metas. Para a professora, a experiência que ela vivencia no grupo Mães do Tricô é muito gratificante. “Sinto-me feliz em poder passar um pouco do que sei para as mães. O tricô é um trabalho manual que ultrapassa o fator idade, é uma atividade que exercita a mente e o corpo, tem um efeito terapêutico que auxilia no controle da ansiedade e de quadros depressivos”, acrescenta Ana Rachel. 

 

Acolhimento e aprendizado 

Josinete Neves, 51, moradora do bairro Ouro Minas, participa do projeto Mães do Tricô desde a sua implantação. Para ela, a iniciativa impactou de uma maneira muito especial a sua vida. Por meio do grupo, superou um quadro depressivo e encontrou motivos de sobra para sorrir. “O acolhimento e o carinho que a escola nos ofertou, a atenção e o cuidado da professora Ana Rachel, além do convívio com as amigas, são situações que impactaram positivamente a minha vida. Sou muito grata a essa oportunidade”, disse a aluna. 

 

Assim como Josinete Neves, Cibele Rodrigues de Souza, 31, moradora do bairro Ouro Minas, também é uma das assíduas integrantes do Mães do Tricô. Ela ficou sabendo do grupo por meio de uma amiga que já participava do projeto e encontrou na Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Belmonte o seu melhor aprendizado. “Eu estava vivendo uma fase muito difícil e até achei que não conseguiria aprender a fazer o tricô. Esse projeto mudou muita coisa em minha vida. Passei a ocupar a minha mente com esse trabalho manual e aqui encontrei acolhimento e construí vínculos afetivos que me fazem muito bem”, ressaltou Cibele.

 

Além do aprendizado e da participação ativa da comunidade dentro da escola, o projeto Mães do Tricô também tem despertado o espírito solidário. Uma mãe de um dos alunos já se ofereceu para ensinar crochê e uma nova turma será formada. Dessa forma, a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim Belmonte consolida-se como um espaço para convívio social e aplicação de múltiplos saberes.

 

 

12/04/2019. Projeto Mães do Tricô-Emei Jardim Belmonte. Fotos: Mara Damasceno/PBH

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