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Esporotricose

atualizado em 06/07/2018 | 11:02

A esporotricose está incluída no grupo das micoses subcutâneas, sendo causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados comumente no solo, substrato de plantas e vegetais, árvores e materiais em decomposição.

Além da forma clássica de transmissão da esporotricose, observou-se a transmissão zoonótica, que ocorre a partir do contato direto com lesões ulceradas de animais infectados, especialmente os gatos, onde existem grande número de células fúngicas leveduriformes, que podem ser transferidas de um animal para outro ou para seres humanos. Essa forma de transmissão é altamente facilitada pelo comportamento semi-domiciliado dos felinos. Essa zoonose adquire importância epidemiológica, na medida em que é transmitida por animais que vivem dentro das residências, em estreita relação com o ser humano. A esporotricose ainda não é objeto de vigilância epidemiológica nacional, embora já tenha registro de casos em diversos estados do país. No município de Belo Horizonte tornou-se uma doença de interesse municipal a partir de janeiro de 2017, em função de um surto ocorrido em 2016, na Região do Barreiro.

Por não ser uma doença de notificação compulsória, a real incidência da doença no município não é conhecida. A notificação dos casos suspeitos e confirmados em todo o município, permitirá identificar e tratar precocemente os casos humanos; realizar a investigação ambiental para a adoção de medidas de controle de surtos; conhecer a magnitude e a distribuição da doença no município.

Para maiores informações, acesso o material abaixo: 

Esporotricose - Protocolo de enfrentamento da doença em Belo Horizonte

esporotricose_protocolo_enfrentamento_doenca_BH.jpg
 

ficha_investigacao_esporotricose.jpg