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Foto com seis pessoas, três adultos e três crianças, fazendo um grafite com o rosto de uma criança com blusa da seleção brasileira e a frase Rumo ao Hexa
Foto: Claudio Lacerda / Ascom Smed

Grafite colore muro de escola e celebra a diversidade e o protagonismo estudantil

criado em - atualizado em

Alunos da Escola Municipal Hilda Rabelo Matta, a Hirama, da regional Norte, estão colorindo os muros da instituição com a intervenção “Aqui a Arte e a Educação jogam juntas”. O grafite, conduzido pelas Oficinas de Grafite e Informática, tem a participação de estudantes do 5º ano. A proposta é que esteja finalizado até setembro.

Mais do que uma atividade artística, a iniciativa integra o projeto pedagógico que busca transformar a sala de aula em espaço de descobertas e convivência. O grafite traduz em imagens valores como diversidade, respeito e protagonismo estudantil, enquanto a oficina de informática registra cada momento para posterior edição e produção de um vídeo com a trajetória do trabalho desenvolvido. 

A coordenadora das oficinas, Carla Cristina Jorge do Nascimento, defende que o aprendizado deve unir expressão artística e educação de maneira integrada. “Por meio dessa abordagem lúdica, os alunos são motivados a transformar seus ambientes sociais e comunitários”, afirma. 

Os estudantes já sentem o impacto da iniciativa. Sara Catizane Lima, 11 anos, comemora: “O grafite é uma arte muito inspiradora”. Bryan Luiz Brito Ribas, 10 anos, acrescenta: “Eu adoro desenhar, e ver o muro da escola cheio de cores me deixa muito feliz”. Já Matheus Ferreri, também de 10 anos, resume: “A gente aprende brincando e criando juntos”. 

Passaporte Olímpico 

O Passaporte Olímpico é o motor dessa engrenagem. Trata-se de uma estratégia pedagógica que move o contraturno do Programa Escola Integrada (PEI) na escola. Por meio dele, o aprendizado geopolítico, histórico e cultural vira uma jornada gamificada, transformando cada estudante em um verdadeiro viajante do conhecimento. Tablets, jogos eletrônicos e enigmas fazem parte dessa experiência divertida e interativa, incentivando autonomia e pensamento crítico.

A atividade do grafite, assim como outras pesquisas e atividades práticas, dá direito a selos no passaporte — que leva os estudantes até a Olimpíada Hirama. A competição final, em setembro, premiará o engajamento e o conhecimento adquirido. Nesta data, os grafites finalizados transformarão a escola em palco de celebração cultural e integração das famílias.

A estudante Sophia Lacerdino, 9 anos, traduz o que significa para ela o Passaporte Olímpico: “É o meu caderno de atividades. Cada nova conquista vale um selo. Estamos estudando a Coreia do Sul e o que mais me chamou a atenção é que lá há muito respeito entre as pessoas e os espaços públicos são muito limpos”.

A diretora da Hirama, Iara Rodrigues de Freitas, destaca que outro ponto importante desse projeto institucional é a união da comunidade escolar com as famílias dos alunos. “A partir do estudo de diferentes países, os estudantes exploram temas como o combate ao preconceito e a valorização das raízes africanas. Nesse esforço, o programa incentiva a participação ativa dos pais, utilizando a arte e a educação como ferramentas para transformar realidades sociais dentro e fora de casa”, conclui.